Jornalista
Lucélia Muniz
Ubuntu
Notícias, 04 de julho de 2026
@luceliamuniz_09 @ubuntunoticias @sandro.cidrao
Santana do Cariri se entristece com a despedida definitiva do
grande artista, carinhosamente conhecido no campo musical como “Chico
Palmeira”, apelido advindo de sua infância em Palmeira dos Índios. Um mestre na
arte de tocar vários instrumentos musicais. Integrante da Ordem dos Músicos do
Brasil, se sobressaia muito bem como sanfoneiro, tecladista, violonista,
guitarrista, baterista... tocava também triângulo, pandeiro e zabumba; fazia
composições, arranjos e vinhetas; um comunicador popular em vários programas de
rádio, inclusive a “Santana FM”. Participou das bandas “Quentes Som”, “Santana
Som”, e criou a “Doce Desejo”. Todos estes talentos, herdados do pai, que era
pifeiro.
No município santanense desenvolveu um trabalho edificante no
campo musical, como professor e como diretor de banda, em tempos que não havia
leis de incentivo nem fomento para a Cultura. Era tudo na força da vontade
mesmo. Foi capa da Revista “Memórias Kariri”, um reconhecimento da Universidade
Federal do Cariri.
Sempre tive uma relação amistosa e uma admiração muito grande por
Chico Palmeira. A gente se ajudava artisticamente. Quando desenvolvi meu
projeto “Casarão Cultural”, no qual reabri a Casa Grande do Coronel Felinto
para visitação, resgatei os grupos de tradição, realizei cursos e oficinas de
arte, eventos, shows, aulas de iniciação musical etc., e até serenatas; lá
estava ele ao meu lado com seu violão, seu teclado ou sua sanfona, arrebanhando
jovens. Nas Festas do ABC do Centro Educacional Sra. Sant’Ana, coroações,
festejos juninos, peças teatrais; sua presença era certa. As renovações do
Coração de Jesus em minha casa, era ele quem animava com seu violão, e até
cantando; onde numa destas ocasiões fez dueto com outro grande da música: Hugo
Linard.
Como grande incentivador do Movimento pela Causa da Mártir
Benigna, foi ele quem fez os arranjos para gravarmos o “Hino de Benigna”,
composto por mim em 2004, bem como acompanhou várias missas nas romarias
iniciais.
Externo aqui, em meio à minha tristeza, meu agradecimento a este
grande artista, pai de família, mais um santanense que se vai, deixando um
legado, uma trajetória musical genuína.
Rogo a Senhora Sant’Ana que o conduza a uma boa morada eterna.
Que Deus, doador dos dons, o receba no Paraíso Celeste em alegre
festa angelical, com todos aqueles que fizeram da música, um legado de vida.
Que os lírios da pureza da nossa Santa Beata MÁRTIR BENIGNA, de
quem era devoto fervoroso, exalem o perfume pacificador para aliviar a dor que
fica nos corações dos familiares, parentes e amigos do estimado Chico.
Com profundo pesar,
RAMUNDO SANDRO CIDRÃO e família.
Santana do Cariri, 04 de julho de 2026.