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04/07/2026

FRANCISCO SIMPLÍCIO DE OLIVEIRA – Um só Chico e vários talentos | NOTA DE PESAR

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 04 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @sandro.cidrao

Santana do Cariri se entristece com a despedida definitiva do grande artista, carinhosamente conhecido no campo musical como “Chico Palmeira”, apelido advindo de sua infância em Palmeira dos Índios. Um mestre na arte de tocar vários instrumentos musicais. Integrante da Ordem dos Músicos do Brasil, se sobressaia muito bem como sanfoneiro, tecladista, violonista, guitarrista, baterista... tocava também triângulo, pandeiro e zabumba; fazia composições, arranjos e vinhetas; um comunicador popular em vários programas de rádio, inclusive a “Santana FM”. Participou das bandas “Quentes Som”, “Santana Som”, e criou a “Doce Desejo”. Todos estes talentos, herdados do pai, que era pifeiro.

No município santanense desenvolveu um trabalho edificante no campo musical, como professor e como diretor de banda, em tempos que não havia leis de incentivo nem fomento para a Cultura. Era tudo na força da vontade mesmo. Foi capa da Revista “Memórias Kariri”, um reconhecimento da Universidade Federal do Cariri.

Sempre tive uma relação amistosa e uma admiração muito grande por Chico Palmeira. A gente se ajudava artisticamente. Quando desenvolvi meu projeto “Casarão Cultural”, no qual reabri a Casa Grande do Coronel Felinto para visitação, resgatei os grupos de tradição, realizei cursos e oficinas de arte, eventos, shows, aulas de iniciação musical etc., e até serenatas; lá estava ele ao meu lado com seu violão, seu teclado ou sua sanfona, arrebanhando jovens. Nas Festas do ABC do Centro Educacional Sra. Sant’Ana, coroações, festejos juninos, peças teatrais; sua presença era certa. As renovações do Coração de Jesus em minha casa, era ele quem animava com seu violão, e até cantando; onde numa destas ocasiões fez dueto com outro grande da música: Hugo Linard.

Como grande incentivador do Movimento pela Causa da Mártir Benigna, foi ele quem fez os arranjos para gravarmos o “Hino de Benigna”, composto por mim em 2004, bem como acompanhou várias missas nas romarias iniciais.

Externo aqui, em meio à minha tristeza, meu agradecimento a este grande artista, pai de família, mais um santanense que se vai, deixando um legado, uma trajetória musical genuína.

Rogo a Senhora Sant’Ana que o conduza a uma boa morada eterna.

Que Deus, doador dos dons, o receba no Paraíso Celeste em alegre festa angelical, com todos aqueles que fizeram da música, um legado de vida.

Que os lírios da pureza da nossa Santa Beata MÁRTIR BENIGNA, de quem era devoto fervoroso, exalem o perfume pacificador para aliviar a dor que fica nos corações dos familiares, parentes e amigos do estimado Chico.

Com profundo pesar,

RAMUNDO SANDRO CIDRÃO e família.

Santana do Cariri, 04 de julho de 2026.

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