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10/07/2026

Professor Nicolau Neto promove Oficina de Educação Antirracista por meio da Arte afro-brasileira na ARCA | ALTANEIRA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 10 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @nicolauneto_

A arte afro-brasileira como instrumento de transformação social e de educação antirracista foi o eixo central da oficina "Educação e Arte Afro-Brasileira: Memória, Ancestralidade, Resistência e Identidade", destinada aos educadores do Projeto ARCA. Pensada e desenvolvida pelo professor Nicolau Neto, a formação propôs uma reflexão acerca do papel da arte afro-brasileira na construção de uma educação mais inclusiva, democrática e comprometida com a valorização da diversidade.

Segundo Nicolau Neto, o convite para essa discussão partiu do idealizador do Projeto ARCA, em Altaneira-CE, o professor universitário Carlos Tolovi. Ele destacou que a oficina teve duração de três horas, e buscou integrar teoria e prática, abordando temas como memória, ancestralidade, resistência e identidade negra.

A proposta se fundamentou na Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas brasileiras, reforçando o compromisso com a promoção das relações étnico-raciais e o enfrentamento ao racismo estrutural.

O momento teve início com uma dinâmica de acolhida que convidou educadores e educadoras do Projeto ARCA a refletirem sobre suas próprias referências culturais e a reconhecerem a presença das matrizes africanas na formação do país. O conceito de Sankofa, símbolo da filosofia dos povos Akan que significa "voltar e buscar o que ficou para trás", foi apresentado como inspiração para compreender a importância da memória e da ancestralidade na construção da identidade.

"Durante a conversa", pontuou Nicolau, "os educadores diacutiram o papel da memória na preservação dos saberes das comunidades negras, destacando a tradição oral, a música, a dança, a literatura, as religiões de matriz africana e as artes visuais como elementos fundamentais para a transmissão de conhecimentos entre gerações". Dentre os materiais apresentados foi evidenciado a contribuição histórica dos griôs africanos como guardiões da memória coletiva.

Outro destaque durante a formação foi o debate referente a resistência negra ao longo da história do Brasil, citando figuras como Dandara dos Palmares, Zumbi dos Palmares, Luiza Mahin, Tia Simoa, Luís Gama, Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo, Jarid Arraes e Abdias Nascimento, Maria Telvira, Cícera Nunes, dentre outras, reconhecidas por suas contribuições à luta por direitos, igualdade e valorização da História e Cultura afro-brasileira.

Na etapa dedicada às artes visuais, a oficina evidenciou a trajetória e a produção artística de Abdias Nascimento, destacando sua atuação como artista, intelectual e um dos principais nomes do movimento negro brasileiro. As obras de Abdias, marcadas pela valorização da cosmologia africana e dos símbolos da ancestralidade, serão utilizadas como ponto de partida para reflexões sobre identidade e educação antirracista.

Além das discussões teóricas, as(os) participantes ficaram com a responsabilidade de desenvolver a atividade prática por meio da "Galeria da Resistência Negra", com o objetivo de produzir cartazes sobre personalidades negras que marcaram a história do Brasil, relacionando suas trajetórias aos conceitos de memória, ancestralidade, resistência e identidade. "A ideia", segundo Nicolau, "é a construção de uma exposição coletiva."

Sugestões

A Literatura pode inspirar projeto teatral e fortalecer o diálogo entre arte, cultura e identidade. Essa foi uma sugestão apresentada durante a oficina ao Projeto ARCA. "Entre as sugestões", destacou Nicolau, "está a adaptação de "Quarto de Despejo", da escritora Carolina Maria de Jesus, obra que retrata, em forma de diário, a realidade da pobreza e da exclusão social vivida nas periferias brasileiras".

Outra possibilidade apresentada foi a montagem de um espetáculo inspirado em "Torto Arado", de Itamar Vieira Junior. "A encenação pode vir no formato de um musical que fale sobre a religiosidade do sertão brasileiro ou demonstrar a trajetória das irmãs Bibiana e Belonísia, personagens marcadas por um acidente na infância e por uma vida atravessada pelas consequências do trabalho análogo à escravidão no Brasil contemporâneo.

Por fim, Nicolau também sugeriu a realização de um grande recital de cordéis baseado na obra "Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis", da escritora cearense Jarid Arraes. A atividade valoriza a literatura de cordel e resgata a história de mulheres negras que tiveram papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

"Com essas ações", destacou o professor Nicolau, "O Projeto ARCA que já desenvolve um trabalho comprometido coma transformação social, reafirma o compromisso de integrar cada vez mais literatura e artes, transformando a leitura em experiências culturais capazes de despertar a criatividade, a consciência crítica e o protagonismo dos seus participantes, agora com foco direcionado a educação antirracista."

Jorge Amado: destaque da ficção regionalista Por José Roberto Morais | ARARIPE-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 10 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Jorge Amado, o escritor

Nasceu em uma fazenda

Ficcionista de valor

Cada romance de venda.

Tornou-se representante

Um destaque relevante

Da ficção regionalista;

Exposição de cenários

Relatos imaginários

Da geração modernista.


Filho de João Amado

E de Eulália Leal

Cresceu no solo sagrado

Da sua terra natal.

Município de Itabuna

Do cacau tinha fortuna

Nas terras da região;

Veio uma grande enchente

Destruiu rapidamente

Toda sua plantação.


Para a cidade de Ilhéus

Mudou-se com sua gente

Viveu embaixo dos céus

A infância alegremente.

De lá para Salvador

Seguindo nosso escritor

Quando era adolescente;

Colégio Antônio Vieira

Com produção pioneira

Foi destaque emergente.


Suas ótimas produções

Elogiadas por Cabral

Que via nas redações

Um escritor genial.

Após fugir do internato

Foi procurando contato

Pra Itaporanga seguir;

Seu avô ali morava

Pois não mais desejava

Nessa escola prosseguir.


Começou as produções

Publicou “poema ou prosa”

Fazendo em suas versões

A sátira primorosa.

Publicou numa revista

Expôs seu ponto de vista

No jornal “O Imparcial”;

Ligou-se a Academia

Dos Rebeldes na Bahia

Destaque nacional.


“O país do carnaval”

Realismo socialista

“Cacau” é regional

Uma história modernista.

E “nas terras do sem fim”

“Os capitães” agem sim

Com “Tieta do agreste”;

“Dona Flor e dois maridos”

“Gabriela”, dos conhecidos

É romance do Nordeste.

José Roberto Morais - Professor, poeta, cordelista e escritor araripense. Colunista da Revista Sarau e Membro Fundador da Academia Cearense de Literatura de Cordel (ACLC). Autor dos livros: “50 Sonetos”, “Reforma Agrária e o Boi Zebu e as Formigas: uma análise sociológica”, “Fantástico Mundo da Leitura”, “Veredas do Cordel” e "Retalhos do Tempo"; e coautor em algumas antologias. Em projetos de leitura e escrita, organizou as obras seguintes dos discentes: “Somos Escritores: jovens que escrevem” (2019), “Trilhas da Leitura” (2023) e "Trilhando na Ficção" (2025).

26ª edição da Fenearte contará com a presença do Mestre Espedito Seleiro | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 10 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias      @espeditoseleirooficial

@maninhoseleiro

@fenearte

A 26ª edição da Fenearte com o tema “Seleiros de Pernambuco: Ofício que Transforma” homenageia as artesãs e os artesãos que fazem do couro uma verdadeira expressão da Cultura.

Com talento, criatividade e um saber passado de geração em geração, eles transformam a matéria-prima em peças que unem beleza, história e tradição, mantendo vivo um ofício que faz parte da identidade de Pernambuco.

O evento que se configura como a maior Feira de Artesanato da América Latina acontece de 08 a 19 de julho, no Estado de Pernambuco no Centro de Convenções, em Olinda.

E será nesta 26ª FENEARTE que a tradição do couro do Cariri chega ao Espaço Janete Costa com a assinatura, a memória e a arte de Mestre Espedito Seleiro.

O mestre estará pessoalmente nos dias 10, 11 e 12 de julho, recebendo o público e compartilhando de perto a força de um saber que atravessa gerações. Nos demais dias da feira, de 08 a 19 de julho, suas peças seguem expostas no espaço, levando cor, couro, design e identidade nordestina.

09/07/2026

Fé, arte e tradição se encontram no espetáculo teatral musical O Oratório de Sant’Ana | SANTANA DO CARIRI-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 09 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Abrindo os festejos à Padroeira Senhora Sant'Ana, a Sociedade Teatral Santanense apresenta um espetáculo Teatral Musical emocionante, retratando a vida da maior educadora de todos os tempos: Santa Ana; que na tradição cristã é esposa de Joaquim, mãe de Maria Santíssima e avó do Salvador Jesus.

Com roteiro, texto e direção de Raimundo Sandro Cidrão, o espetáculo promete emocionar o público e fortalecer ainda mais esse momento de fé e identidade para Santana do Cariri.

Data: 11 de julho de 2026 (sábado)

Horário: 18h30

Local: Praça Padre Cristiano Coelho em Santana do Cariri-CE

Venha viver uma noite especial de cultura, espiritualidade e tradição, celebrando a história da padroeira do município de Santana do Cariri por meio do teatro e da música.

Realização: Sociedade Teatral Santanense

Apoio:

- Governo Municipal de Santana do Cariri, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Romaria.

- Paróquia Senhora Sant’Ana.

E no sábado, 11, começam os festejos da Expocrato 2026 | CRATO-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 09 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

A Expocrato 2026 é a edição de 2026 da tradicional Exposição Centro-Nordestina de Animais e Produtos Derivados, realizada anualmente no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante, na cidade do Crato, no sul do Ceará. É considerada uma das maiores feiras agropecuárias do Norte e Nordeste e um dos eventos mais importantes do calendário cultural e econômico do estado.

A programação reúne dois grandes eixos:

Feira agropecuária, com exposição e julgamento de animais, leilões, palestras, negócios do agronegócio, exposição de máquinas e tecnologias para o campo.

Festival Expocrato, que traz grandes atrações da música brasileira, além de praça de alimentação, parque de diversões, artesanato e diversas atividades culturais.

A Expocrato teve sua primeira edição em 1944 e, ao longo de mais de oito décadas, tornou-se um importante espaço para fortalecer o agronegócio, valorizar a cultura do Cariri e impulsionar o turismo e a economia regional. Todos os anos, recebe centenas de milhares de visitantes de diversas partes do Brasil.

Para a edição de 2026, a organização anunciou a realização entre 11 e 19 de julho (sem programação no dia 13), com promessa de estrutura ampliada, grandes shows e a continuidade da tradicional feira agropecuária.

III Festival Patativa do Assaré “Minha Terra, Minha Gente, Minha Vida” | ASSARÉ-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 09 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias  @memorialpatativa

Se encerra mais uma edição do Festival Patativa do Assaré, celebrando a força da poesia, da cultura e da memória do eterno poeta. Na quarta-feira (08), se recordou os 24 anos de memória de Patativa do Assaré. Embora sua partida tenha acontecido em 2002, sua presença continua viva em seus versos, na voz do povo e no coração de todos que reconhecem a grandeza de sua obra.

Patativa transformou a simplicidade em arte e fez do sertão um lugar de poesia universal. Seu legado ultrapassa fronteiras e continua inspirando gerações, mostrando que a cultura popular é um patrimônio que jamais será esquecido.

Patativa do Assaré é o pseudônimo de Antônio Gonçalves da Silva (1909–2002), um dos maiores poetas populares brasileiros e uma das figuras mais importantes da cultura nordestina. Nascido em Assaré, trabalhou durante grande parte da vida como agricultor e teve apenas alguns meses de estudo formal, mas se tornou um dos maiores representantes da poesia oral e da literatura de cordel do país.

Sua obra retrata a vida no sertão, as dificuldades do povo nordestino, a seca, a injustiça social, a religiosidade e o amor pela terra. Escrevia em uma linguagem inspirada na fala do sertanejo, valorizando a cultura popular e a identidade nordestina.

Entre suas obras mais conhecidas estão:

Inspiração Nordestina (1956)

Cante Lá que Eu Canto Cá (1978)

Ispinho e Fulô (1988)

Seu poema "Triste Partida" ficou famoso em todo o Brasil após ser musicado e gravado por Luiz Gonzaga, tornando-se um marco da música e da poesia nordestinas.

Patativa do Assaré faleceu em 08 de julho de 2002, mas seu legado permanece vivo, sendo estudado em escolas e universidades e considerado um ícone da literatura popular brasileira.

04/07/2026

FRANCISCO SIMPLÍCIO DE OLIVEIRA – Um só Chico e vários talentos | NOTA DE PESAR

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 04 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @sandro.cidrao

Santana do Cariri se entristece com a despedida definitiva do grande artista, carinhosamente conhecido no campo musical como “Chico Palmeira”, apelido advindo de sua infância em Palmeira dos Índios. Um mestre na arte de tocar vários instrumentos musicais. Integrante da Ordem dos Músicos do Brasil, se sobressaia muito bem como sanfoneiro, tecladista, violonista, guitarrista, baterista... tocava também triângulo, pandeiro e zabumba; fazia composições, arranjos e vinhetas; um comunicador popular em vários programas de rádio, inclusive a “Santana FM”. Participou das bandas “Quentes Som”, “Santana Som”, e criou a “Doce Desejo”. Todos estes talentos, herdados do pai, que era pifeiro.

No município santanense desenvolveu um trabalho edificante no campo musical, como professor e como diretor de banda, em tempos que não havia leis de incentivo nem fomento para a Cultura. Era tudo na força da vontade mesmo. Foi capa da Revista “Memórias Kariri”, um reconhecimento da Universidade Federal do Cariri.

Sempre tive uma relação amistosa e uma admiração muito grande por Chico Palmeira. A gente se ajudava artisticamente. Quando desenvolvi meu projeto “Casarão Cultural”, no qual reabri a Casa Grande do Coronel Felinto para visitação, resgatei os grupos de tradição, realizei cursos e oficinas de arte, eventos, shows, aulas de iniciação musical etc., e até serenatas; lá estava ele ao meu lado com seu violão, seu teclado ou sua sanfona, arrebanhando jovens. Nas Festas do ABC do Centro Educacional Sra. Sant’Ana, coroações, festejos juninos, peças teatrais; sua presença era certa. As renovações do Coração de Jesus em minha casa, era ele quem animava com seu violão, e até cantando; onde numa destas ocasiões fez dueto com outro grande da música: Hugo Linard.

Como grande incentivador do Movimento pela Causa da Mártir Benigna, foi ele quem fez os arranjos para gravarmos o “Hino de Benigna”, composto por mim em 2004, bem como acompanhou várias missas nas romarias iniciais.

Externo aqui, em meio à minha tristeza, meu agradecimento a este grande artista, pai de família, mais um santanense que se vai, deixando um legado, uma trajetória musical genuína.

Rogo a Senhora Sant’Ana que o conduza a uma boa morada eterna.

Que Deus, doador dos dons, o receba no Paraíso Celeste em alegre festa angelical, com todos aqueles que fizeram da música, um legado de vida.

Que os lírios da pureza da nossa Santa Beata MÁRTIR BENIGNA, de quem era devoto fervoroso, exalem o perfume pacificador para aliviar a dor que fica nos corações dos familiares, parentes e amigos do estimado Chico.

Com profundo pesar,

RAMUNDO SANDRO CIDRÃO e família.

Santana do Cariri, 04 de julho de 2026.

Poesia MULHER OU AMANTE Por Jasmine Gonçalves | CAMPOS SALES-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 04 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

A espera de um intenso amor

Buscando viver a eterna paixão

Deitada ouvindo soar o vento

Dançando ao som de seu coração

Se perdia nos seus pensamentos

Não notava os grandes sentimentos

Que tirariam sua força e razão.


Tão bela como o céu estrelado

De brilho intenso e encantador

De lábios rosados pela natureza

Dona de rara beleza e esplendor

De formas suaves e delicadas

Pelo tempo não foram transformadas

Irradia em seus olhos o puro amor.


Seu rosto tão belo e tão perfeito

Unindo as contradições existenciais

Entre as barreiras de amor e ódio

Inigualável delicadeza em mortais

Selvagem de dotes inesquecíveis

Uma dama de modos imprevisíveis

Dona de raridade digna aos imortais.


Nesta mulher se espelha insanidade

Daquela que nunca se apaixonou

Em algo tosco e ainda sublime

Da criação de musas se elevou

A beleza descoberta sem enfeites

Reluzindo sem necessitar de braceletes

De luxo sua raridade única se afastou.


Nas formas da sua feminilidade

A própria existência da perfeição

Nas suas curvas um diamante bruto

Belo e por dádiva perfeito na criação

O brilho da própria

Lua cheia de prata

Em seus olhos uma felina aprisionada

Em uma mulher sublime por opção.

Jasmine Gonçalves – Cronista iniciante e poeta campossalense. Estudante de Ciências Contábeis na Instituição Anhanguera. Coautora em “Vestígios de Amor” (poemas, 2021) e “Sempre choro de saudade na noite de São João” (literatura de cordel, 2020).

03/07/2026

O Diário de Anne Frank: uma ferramenta humana Por Gerlane Cavalcante | CAMPOS SALES-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 03 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias     @gerlanepsicologa

O Diário de Anne Frank é uma obra de grande valorização no meio literário. Entretanto, ainda é pouco explorada, dado o seu caráter intelectual, documental e histórico. Esse livro pode ser uma importante ferramenta humana para os dias atuais. Anne Frank nasceu em 1929, na Alemanha. Aos quatro anos foi obrigada a sair do país com a família devido a ascensão de Hitler ao poder.

Quando o nazismo chega a Holanda para onde rumaram, a família Frank é forçada a se esconder no anexo do sótão do escritório de Otto Frank, pai de Anne. Além da garota, seu pai, sua mãe e sua irmã Margot, também se refugiam no esconderijo mais três integrantes da família Van Pels e o dentista Dussel. Em meio ao conflito da Segunda Guerra Mundial, em um ambiente pequeno e fechado, com muitas pessoas, a adolescente se apega ao diário que ganhou no aniversário para expor seus pensamentos, emoções e dúvidas, que são mais do que os conflitos comuns de adolescentes.

Para Anne ainda havia a Guerra, o massacre, a falta de liberdade e de dignidade humana, os sonhos sufocados. A família Frank ainda ficou refugiada no anexo secreto por dois anos, até ser encontrada pelos nazistas. Anne morreu em um dos campos de concentração aos quinze anos. Dos membros da família, apenas Otto Frank sobreviveu. O livro é tão importante que já teve algumas versões e inúmeras edições. O original que a garota escreveu e outra que ela reorganizou para divulgar. Depois da Guerra, seu pai quis realizar o desejo da garota de publicar os relatos. Então, organizou outra versão para resguardar algumas confissões íntimas da menina. Posteriormente, estudiosos fundamentaram a versão atualmente conhecida, de forma a preservar a veracidade e originalidade dos escritos.

Não é preciso terminar de ler o livro para ter certeza de seu valor, antes de chegar a metade, o leitor já se apaixona. O diário de Anne Frank pode ser muito proveitosamente utilizado nas escolas como ferramenta pedagógica (paradidático), visto que na linhagem da História, o livro relata fatos e datas memoráveis, que podem auxiliar no ensino da disciplina.

A obra de Anne Frank é marcada também pelos aspectos da adolescência, os quais podem fazer com que os jovens estudantes se identifiquem, e assim, o diário pode servir de ferramenta socioemocional. Sobretudo, quando a menina descreve suas emoções e sinaliza: “Sinto-me má ao dormir numa cama quente, enquanto em algum lugar meus melhores amigos estão caindo de exaustão ou sendo derrubados”.

Além disso, o livro pode despertar no leitor o desejo de escrever, a garota afirma: “O papel tem mais paciência do que as pessoas”. Anne atenta muito para as questões do dia a dia e põe o leitor a pensar nas questões da vida. Inegavelmente, os relatos da menina prendem o leitor do início ao fim e desperta seus sentimentos, principalmente ao demonstrar sonhos e o desejo de escrever livros: “até agora só contei meus pensamentos ao meu diário... no futuro, vou dedicar menos tempo ao sentimentalismo e mais tempo à realidade”.

O diário de Anne Frank é muito valoroso e atual, um daqueles livros que todos devem ler. A gente cresce com esta ferramenta, que é um verdadeiro manual humano.

Maria Gerlane Cavalcante – Psicóloga, contista e cronista campossalense. Técnica em Comércio pela Universidade Estadual do Ceará; Bacharel em Psicologia pela Universidade Federal do Vale do São Francisco; Especialista em Impactos da Violência na Escola pela Fundação Oswaldo Cruz; Mestranda em Psicologia pela Universidade Federal do Vale do São Francisco; Residente Intersetorial em Primeira Infância (UPE). Coautora em “Poetas e poesias” (2011) e “Somos Escritores: jovens que escrevem” (2019).

‘Campos Sales: cidade Portal do Cariri 127 anos de emancipação política’ Por José Roberto Morais | CAMPOS SALES-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 03 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Campos Sales, a cidade

É Portal do Cariri

A trilha dos viajantes

Que vinham do Piauí

Seguindo sua jornada

Passando nesta estrada

Faziam parada aqui.


Já foi Várzea das Vacas

A fazenda destacada

Para criação de gado

Uma terra consagrada

Na região do Cariri

Os italianos aqui

De Nova Roma chamada.


No seio jaz a Heroína

Grande Bárbara de Alencar

Lutou na revolução

Para o povo libertar

Foi mulher de pulso forte

E vencida pela morte

Aqui veio repousar.


Abrigo do coronel

O Barão de Aquiraz

Gonçalo Batista Vieira

Ele foi homem sagaz

A fazenda construiu

Seu território expandiu

De maneira perspicaz.


Já o Coronel Baleco

Na fazenda Cabeceira

Com a dupla identidade

Seguindo sua carreira

Assinava com seu nome

Outras vezes, sobrenome

Agindo dessa maneira.


Fez política autoritária

Distante da capital

Agia Raimundo Bento

Em território local

Ou Souza Baleco agia

O “chefão” não distinguia

Parecia ser normal.


Campos Sales é destaque

Na cultura regional

E no mês de junho faz

Um enorme festival

As noites são divertidas

Quadrilhas reconhecidas

Num encontro cultural.


Um destaque cultural

Também na religião

Com eventos conhecidos

Por toda população

Há procissões com andor

Uma noite de louvor

Com hinos e pregação.


Destaque na educação

Maria Dulce de Alencar

Tens o reconhecimento

Educadora exemplar

No seio da instituição

Zelou pela educação

Na história desse lugar.


A maioria do seu povo

Produz o seu alimento

Na agricultura e comércio

Faz um grande movimento

E inúmeros servidores

Honestos trabalhadores

Garantindo o seu sustento.


Há poetas repentistas

Escritoras, literatos

Nessa terra acolhedora

Diversos são seus retratos

Sua História é extensa

Em versos que se condensa

Trouxe apenas alguns fatos.

José Roberto Morais - Professor, poeta, cordelista e escritor araripense. Colunista da Revista Sarau e Membro Fundador da Academia Cearense de Literatura de Cordel (ACLC). Autor dos livros: “50 Sonetos”, “Reforma Agrária e o Boi Zebu e as Formigas: uma análise sociológica”, “Fantástico Mundo da Leitura”, “Veredas do Cordel” e “Retalhos do Tempo”; e coautor em algumas antologias.

Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial | BRASIL

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 03 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

O Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, celebrado em 03 de julho, marca a aprovação da primeira lei brasileira antirracista (Lei nº 1.390/1951, ou Lei Afonso Arinos). A data reforça a luta histórica e o avanço recente proporcionado pela Lei nº 14.532/2023, que equiparou a injúria racial ao crime de racismo.

O marco de 1951 foi o primeiro passo jurídico para coibir práticas de preconceito de raça ou cor em território nacional. Mais de sete décadas depois, a legislação foi ampliada e endurecida. Com a sanção da Lei nº 14.532 em 2023, a injúria racial passou a ser tratada como modalidade de racismo, tornando-se um crime inafiançável e imprescritível.

Para aprofundar o entendimento sobre a evolução da legislação, você pode conferir os detalhes da Lei do Crime Racial no Portal Gov.br.

(sen. Paulo Paim) "O Estatuto da Igualdade Racial é a nossa bússola para as políticas públicas de combate ao racismo. Foi baseado no Estatuto que aprovamos, por exemplo, a Lei de Cotas. A Lei de Cotas mudou a cara das universidades brasileiras e, também, o serviço público." Paulo Paim lista as políticas públicas que considera essenciais no combate à discriminação racial no Brasil: "Racismo, preconceito e discriminação se combatem com educação de qualidade. Precisamos combater a violência, garantir renda, emprego decente. Queremos infraestrutura nas comunidades, queremos moradia, água potável, saneamento básico para todos, para caminharmos urgentemente para melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro."

02/07/2026

Bolão do Ubuntu – Qual o placar de BRASIL X NORUEGA? | COPA DO MUNDO 2026

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 02 de julho de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

O jogo entre Brasil e Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, será realizado no domingo, dia 5 de julho de 2026, às 17h (horário de Brasília). A partida acontecerá no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos), e definirá quem avança para as quartas de final do mundial.

E aqui no Ubuntu Notícias você pode participar de nosso bolão deixando o seu palpite para o placar do jogo nos comentários. Vamos interagir com a gente no Instagram @ubuntunoticias?

Vai dá BRASIL ou vai dá NORUEGA?

Na capa da matéria vocês conferem os jogadores Vinícius Jr da Seleção Brasileira e o Erling Haaland da Seleção Norueguesa.