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30/08/2026

1º Festival de Massas do Saboritto em Nova Olinda com Maria Costa | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 30 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @restaurante_saboritto_

Na noite do sábado (29), aconteceu em Nova Olinda, o 1º Festival de Massas do Restaurante Saboritto. Foi uma noite especial conduzida pela empresária Maria Costa, proprietária do Saboritto, momento para celebrar sabor, tradição e bons encontros.

Visitantes encontraram-se no corredor cultural próximo a Fundação Casa Grande onde puderam escolher o sabor da massa e participar da degustação incluindo também um brinde com vinho.

Este mesmo festival já aconteceu no município de Assaré, terra natal da empresária Maria Costa, e em breve será realizado no município de Potengi.

Aproveito para através desta nota parabeniza-la pela realização do festival e pela acolhida!

Restaurante Saboritto

Sabor que conquista, ambiente que acolhe!

Cozinha com carinho e tradição!

Eleições 2026: conheça os candidatos à Presidência da República e as diferentes propostas em disputa

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 30 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Corrida presidencial reúne nomes de diferentes correntes políticas; eleitor deve avaliar propostas, trajetórias e planos de governo antes de decidir o voto

O Brasil se aproxima de mais uma eleição presidencial, em um cenário marcado pela diversidade de candidaturas e pela disputa entre diferentes projetos políticos para o país. Em 2026, o eleitorado escolherá o presidente e o vice-presidente da República, além de governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

 

O primeiro turno está marcado para 04 de outubro. Caso nenhum candidato à Presidência obtenha mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados disputarão o segundo turno, previsto para 25 de outubro.

 

Os pedidos de registro das candidaturas foram apresentados à Justiça Eleitoral dentro do prazo estabelecido pelo calendário eleitoral. O TSE informa que, após o registro, são analisados documentos, condições de elegibilidade e demais requisitos previstos na legislação.

 

Neste momento da campanha, o horário eleitoral gratuito já está em circulação no rádio e na televisão. A propaganda começou em 28 de agosto e seguirá até 1º de outubro, permitindo que os candidatos apresentem suas propostas ao eleitorado.

 

Quem são os candidatos à Presidência?

A disputa presidencial reúne candidatos de diferentes partidos e correntes ideológicas. Entre os nomes que aparecem na disputa estão Augusto Jorge Cury, Flávio Nantes Bolsonaro, Hertz da Conceição Dias, Luiz Inácio Lula da Silva, Renan Antonio Ferreira dos Santos, Samara Martins da Silva Feitosa, Wilson Grassi Junior e Romeu Zema Neto, conforme as informações eleitorais disponíveis no TSE.

 

Augusto Jorge Cury — Avante

Conhecido nacionalmente por sua atuação como escritor, médico e palestrante, Augusto Cury chega à disputa presidencial pelo Avante. Sua candidatura representa uma alternativa fora dos principais polos políticos que tradicionalmente concentram a disputa presidencial. O eleitor interessado em sua candidatura deve observar o plano de governo apresentado à Justiça Eleitoral e as propostas relacionadas às áreas econômica, social, educacional e administrativa. A candidatura também coloca em debate a possibilidade de ampliação do espaço de nomes oriundos de áreas profissionais diferentes da política tradicional.

 

Flávio Nantes Bolsonaro — PL

Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro e integrante do Partido Liberal, representa o campo político associado ao bolsonarismo. Sua candidatura coloca no centro da campanha temas como segurança pública, valores conservadores, liberdade econômica, defesa de pautas de direita e críticas às políticas adotadas pelos governos de esquerda. A presença de Flávio Bolsonaro na disputa também mantém a influência do sobrenome Bolsonaro no cenário eleitoral nacional, especialmente entre eleitores que se identificam com esse campo político.

 

Hertz da Conceição Dias — PSTU

Hertz Dias, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), representa uma candidatura vinculada à esquerda socialista e ao movimento dos trabalhadores. O programa político do PSTU apresenta críticas ao sistema econômico vigente, à concentração de riqueza e ao poder econômico de grandes empresas e bancos. A legenda defende mudanças estruturais na economia e maior controle social sobre setores considerados estratégicos. A candidatura oferece ao eleitor uma alternativa situada à esquerda do espectro político tradicional.

 

Luiz Inácio Lula da Silva — PT

Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), busca a continuidade de seu projeto político à frente do governo federal. Ex-presidente por dois mandatos e presidente da República desde 2023, Lula apresenta uma candidatura apoiada por uma ampla aliança partidária e por setores que defendem a continuidade de políticas sociais, investimentos públicos e programas de transferência de renda. Entre os principais temas associados à campanha estão redução da pobreza, geração de empregos, crescimento econômico, políticas sociais, educação, saúde e investimentos em infraestrutura. A candidatura também representa um dos principais polos da polarização política brasileira.

 

Renan Antonio Ferreira dos Santos — Missão

Renan Antonio Ferreira dos Santos, do partido Missão, integra uma candidatura associada a uma proposta política mais recente no cenário partidário brasileiro. A legenda busca apresentar-se como alternativa às forças políticas tradicionais e coloca em debate questões relacionadas à renovação da política, princípios e participação cidadã. Para o eleitor, o principal ponto de análise deve ser o conjunto de propostas apresentado pela candidatura e sua capacidade de transformar essas ideias em políticas públicas concretas.

 

Samara Martins da Silva Feitosa — UP

Samara Martins da Silva Feitosa, da Unidade Popular (UP), representa outra candidatura situada no campo da esquerda. A UP defende mudanças estruturais na sociedade brasileira, com ênfase em direitos sociais, combate às desigualdades e ampliação da participação popular. Sua candidatura amplia a diversidade ideológica da eleição presidencial e oferece aos eleitores uma alternativa vinculada a movimentos sociais e a uma perspectiva política de transformação social.

 

Wilson Grassi Junior — Democrata

Wilson Grassi Junior, do Democrata, também aparece entre os nomes que disputam a Presidência. A candidatura representa uma alternativa dentro do espectro partidário nacional e coloca em debate propostas próprias para a administração federal. Como ocorre com os demais candidatos, a avaliação do eleitor deve considerar o plano de governo, as prioridades apresentadas para o país, a composição política e a experiência administrativa da candidatura.

 

Romeu Zema Neto — Novo

Romeu Zema, governador de Minas Gerais e integrante do Partido Novo, disputa a Presidência apresentando uma trajetória vinculada ao setor empresarial e à administração pública estadual. Seu campo político defende, entre outros pontos, maior eficiência administrativa, responsabilidade fiscal, redução da burocracia e participação mais ampla da iniciativa privada na economia. A candidatura representa uma opção identificada com o liberalismo econômico e com propostas de redução do tamanho e dos custos da máquina pública.

 

O que o eleitor deve observar?

Com diferentes candidaturas na disputa, a escolha presidencial envolve mais do que a identificação com um nome ou partido. É importante que o eleitor compare planos de governo, propostas econômicas, políticas sociais, saúde, educação, segurança pública, meio ambiente, infraestrutura, combate à corrupção e responsabilidade fiscal.

 

Também é recomendável verificar o histórico dos candidatos, suas experiências anteriores, alianças políticas e a viabilidade das promessas apresentadas durante a campanha. O próprio TSE disponibiliza o sistema DivulgaCandContas, que reúne informações sobre candidatos, registros e contas eleitorais.

 

Uma eleição marcada pela diversidade de projetos

A eleição presidencial de 2026 apresenta um cenário no qual diferentes correntes políticas disputam a preferência do eleitorado. De um lado, estão candidaturas ligadas aos grandes polos políticos nacionais; de outro, nomes que procuram ocupar espaços alternativos no debate público.

 

A campanha também acontece em um ambiente digital cada vez mais relevante. O TSE estabeleceu regras específicas para propaganda eleitoral na internet e para o uso de inteligência artificial, diante do desafio de combater conteúdos manipulados e desinformação.

 

Mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a participar das Eleições Gerais de 2026.

 

Diante de tantas opções, o desafio do eleitor é transformar informação em decisão. Conhecer os candidatos, consultar suas propostas, acompanhar os debates e verificar informações antes de compartilhá-las são atitudes fundamentais para o exercício do voto consciente.

 

Serviço

1º turno: 04 de outubro de 2026

2º turno, se necessário: 25 de outubro de 2026

 

As informações oficiais sobre candidaturas, propostas de governo e prestação de contas podem ser consultadas no portal do Tribunal Superior Eleitoral.

Ubuntu Notícias — Informação para fortalecer a cidadania e a democracia.

Professora Williany Ferreira compartilha depoimento sobre sua jornada educacional | ALTANEIRA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 30 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias       @williany_ferreira_

Meu nome é Francisca Williany Ferreira Lima, tenho 27 anos, sou natural de Crato, Ceará, e atualmente resido em Jardim-CE. No entanto, fui criada na cidade de Altaneira-CE, onde construí toda a minha trajetória escolar.

Sou filha de Maria Clara Bezerra e Cícero Ferreira Lima, ambos agricultores. Venho de uma família simples, mas carrego comigo uma história construída com muito esforço, determinação e sonhos que, aos poucos, foram ganhando forma.

Cursei o Ensino Fundamental nas escolas Joaquim Rufino de Oliveira e 18 de Dezembro, em Altaneira. No Ensino Médio, iniciei meus estudos na Escola Estadual de Educação Profissional Wellington Belém de Figueiredo, em Nova Olinda-CE. No entanto, devido à necessidade de me deslocar diariamente para outra cidade, precisei interromper meus estudos na instituição e retornar para Altaneira, onde concluí o Ensino Médio na Escola Santa Teresa.

Meu ingresso na universidade aconteceu por meio de vestibular. Escolhi cursar Letras – Língua Portuguesa, na Universidade Regional do Cariri (URCA).

A escolha do curso foi, acima de tudo, uma questão de vocação. Desde criança, eu já demonstrava interesse pela educação e costumava brincar de escolinha com minhas primas. De alguma forma, o desejo de ensinar e de contribuir para transformar a vida das pessoas através da educação sempre esteve presente em mim.

Ao longo da minha trajetória, esse desejo foi se fortalecendo ainda mais. Meu companheiro, Alexandre, já atuava como professor e, ao acompanhá-lo em sua rotina e observar de perto a forma como ele ensinava, lidava com os alunos e vivenciava a profissão, passei a me identificar ainda mais com a área da educação. Ver o trabalho dele e a maneira como o ensino pode contribuir para a transformação na vida dos estudantes despertou em mim ainda mais vontade de seguir esse caminho.

Além da realização de um sonho pessoal, cursar uma graduação também representava a oportunidade de transformar a realidade da minha família e proporcionar um futuro melhor para minha mãe. Sou a primeira mulher da minha família materna a conquistar o Ensino Superior, dando continuidade aos sonhos e à trajetória de mulheres que vieram antes de mim e que, por diferentes circunstâncias, não tiveram as mesmas oportunidades.

Minha trajetória acadêmica, porém, esteve longe de ser fácil. Entre o quarto e o quinto semestre da graduação, perdi meu pai. Pouco tempo depois, minha mãe sofreu um acidente e precisou passar um longo período hospitalizada. Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida, pois precisei conciliar as aulas da faculdade com as idas ao hospital e os cuidados com ela.

Quando minha mãe já estava em processo de recuperação, enfrentei mais um desafio: precisei me submeter a uma cirurgia e permanecer um período afastada das atividades presenciais para me recuperar. Mesmo assim, continuei realizando as atividades acadêmicas em casa e fazendo o possível para não deixar que aquele momento interrompesse a minha caminhada.

Foram perdas, preocupações, momentos de dor e situações que poderiam ter me feito parar. Mas eu escolhi continuar.

Sempre enxerguei cada obstáculo não como um ponto final, mas como uma razão para lutar ainda mais. Aprendi, durante a graduação, que chegar até o fim não significava apenas concluir um curso, mas provar para mim mesma que eu era capaz de continuar mesmo quando a vida tornava o caminho mais difícil.

Durante a universidade, também tive a oportunidade de participar do PIBID – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, como bolsista de iniciação à docência. Essa experiência foi fundamental para minha formação, pois me aproximou ainda mais da sala de aula e confirmou que eu estava seguindo o caminho que realmente desejava.

Hoje, já atuo na minha área de formação há aproximadamente dois anos e meio. Ao longo desse período, tive experiências tanto na rede pública quanto na instituição privada. Já trabalhei na rede estadual de ensino e, atualmente, atuo em uma instituição privada, exercendo a profissão que escolhi e que sempre fez parte dos meus sonhos.

Concluir a graduação, para mim, significa muito mais do que receber um diploma. Significa olhar para trás e reconhecer cada dificuldade que enfrentei, cada lágrima, cada momento em que precisei ser forte e perceber que nada disso foi capaz de me impedir de chegar até aqui.

Meu diploma carrega uma história. Carrega a memória do meu pai, a força da minha mãe, os sonhos das mulheres que vieram antes de mim e a menina que, um dia, brincava de escolinha sem imaginar que aquela brincadeira se transformaria em profissão.

Aos jovens que estão concluindo o Ensino Médio e sonham em ingressar na universidade, eu diria: não tenham medo de sonhar, mesmo que o sonho pareça grande demais para a realidade em que vocês vivem.

Não permitam que a origem de vocês determine o destino de vocês. Talvez o caminho seja difícil, talvez vocês precisem recomeçar, mudar de rota ou enfrentar situações que não estavam nos planos. Mas isso não significa que vocês precisam desistir.

Eu aprendi que nem sempre podemos escolher as circunstâncias que encontraremos pelo caminho, mas podemos escolher se continuaremos caminhando.

Estudem, persistam e acreditem em vocês. A educação pode transformar a vida de uma pessoa e mudar a história de uma família inteira. Se eu pudesse deixar apenas uma mensagem, seria esta: não desistam de vocês mesmos. O lugar de onde vocês vêm não limita o lugar onde podem chegar.

E, quando finalmente chegarem lá, lembrem-se de olhar para trás e reconhecer o quanto precisaram lutar para chegar até aquele momento. Porque algumas conquistas não cabem apenas em um diploma - elas carregam toda uma história.

26/08/2026

A Escritora Alda Cordeiro fará o lançamento do poema O JOGO DA BELA FLOR na escola profissional de Nova Olinda | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 26 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

A EEEP WELLINGTON BELÉM DE FIGUEIREDO tem a alegria de convidar toda a Comunidade Escolar para prestigiar o lançamento do poema O JOGO DA BELA FLOR de Alda Cordeiro - Escritora, Cordelista e Poetisa.

Alda Cordeiro é projetada na Obra de Referência Nacional - Anual- dos Grandes Escritores do nosso país através da VIII COLETÂNEA IMORTAIS da Academia de Letras do Brasil – ALB.

Venha celebrar a força da palavra que floresce, encanta e transforma. Sua presença tornará este momento ainda mais especial!

DATA: 02 DE SETEMBRO DE 2026 (QUARTA-FEIRA)

HORÁRIO: ÀS 9H30

LOCAL: EEEP WELLINGTON BELÉM DE FIGUEIREDO em Nova Olinda-CE

Representantes do Ministério Público do Estado do Ceará visitam o Museu da Geodiversidade | SALITRE-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 26 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @museudesalitre

 A        equipe que compõe o Museu da Geodiversidade do município de Salitre veiculou em suas redes sociais a visita do Dr. Tadeu Furtado e o Dr. Cícero Naldo, ambos do Ministério Público do Estado do Ceará.

Na ocasião, estes conheceram o espaço do museu, bem como, puderam entender de perto a essência do trabalho desenvolvido e a real dimensão das carências.

Conheceram as suas áreas de atuação, tais como: Educação, Meio Ambiente, Turismo, Arqueologia e Paleontologia, pilares fundamentais de todas as ações na geodiversidade pela valorização da vida.

A equipe do museu ainda compartilhou sua missão com estes, enfatizando a importância da justiça social como força propulsora para o seu desenvolvimento.

O Portal de Comunicação Ubuntu Notícias chegou aos 9 mil seguidores no Instagram | CARIRI OESTE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 26 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Essa conquista é de todos nós! Cada curtida, comentário, compartilhamento, mensagem e, principalmente, cada pessoa que escolhe acompanhar o nosso trabalho fortalece a nossa missão de informar, comunicar e dar voz às histórias, pessoas e acontecimentos que fazem a diferença.

Nosso mais sincero MUITO OBRIGADA!

Seguimos juntos, levando informação com compromisso, credibilidade e responsabilidade. Que venham os 10K e muitos outros capítulos dessa história!

9K de seguidores. 9K de motivos para agradecer!

23/08/2026

Na sexta-feira, o Teatro Violeta Arraes, recebeu o espetáculo Cassacos do Grupo CriAr de Teatro | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 23 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Na noite de sexta-feira (21) subiu ao palco do Teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas de Nova Olinda, o grupo @grupocriardeteatro com a peça Cassacos, espetáculo que resgata a história dos trabalhadores das obras contra a seca no Nordeste. A apresentação foi parte da programação da Mostra Sesc Cariri.

O espetáculo Cassacos, criado pelo Grupo CriAr de Teatro de Varjota (CE), retrata a saga dos operários nordestinos que trabalharam em obras públicas contra a seca entre o final do século XIX e meados do século XX. Usando teatro documental e metalinguagem, a peça mistura a dura rotina desses trabalhadores com a vivência dos próprios atores que fazem arte no interior.

Arquivo de imagem - Fundação Casa Grande

Quem foram os cassacos? Era o nome dado de forma pejorativa aos operários das frentes de trabalho contra as secas no Nordeste.

Arquivo de imagem - Fundação Casa Grande

A peça mostra o migrante do semiárido que não abandonou sua terra e ajudou a erguer povoados e cidades. A encenação se passa dentro de uma sala de ensaio de um grupo teatral. Os atores cruzam suas próprias realidades de fazer arte longe dos grandes centros com a história esquecida desses operários.

Arquivo de imagem - Fundação Casa Grande

Na ocasião, estive junto aos estudantes do 2º e 3º ano do Técnico em Administração da EEMTI Padre Luís Filgueiras mais os professores Renan Diniz, Carlos Muniz e o Coordenador Escolar Carlos Eduardo.

Hoje o Ubuntu Notícias apresenta a Jornada Educacional do Professor Mestre João Lucian | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 23 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias     @joaolucian2

Muitas histórias não caberiam em um livro, em um filme, tão pouco numa matéria, pois as vivências são plurais no seu processo de construção. São as nuances da vida! Então, hoje o Ubuntu Notícias faz um recorte da Jornada Educacional do Professor Mestre JOÃO LUCIAN FERREIRA DA SILVA que recentemente recebeu a titulação com diploma pelo MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO DE HISTÓRIA – PROFHISTÓRIA pelo Centro de Humanidades da Universidade Regional do Cariri-URCA.

João Lucian se declara um jovem camponês, negro pardo, professor de História na rede estadual de educação do Estado do Ceará, filho de agricultores, ambos não alfabetizados. Tem cinco irmãos, duas mulheres e três homens. As mulheres possuem ensino superior completo e os homens o ensino fundamental incompleto. Como muitas famílias nordestinas, a sua é fortemente marcada pela coragem e bravura no enfrentamento às adversidades, sejam estas motivadas pelas desigualdades sociais e preconceitos estruturais, sejam estas atenuadas pelas consequências da irregularidade das chuvas e as características climáticas da região em que vivemos.

Seu pai Luiz Fernandes, teve uma criação muita influenciada por uma lógica patriarcal e machista de sociedade, e isso se reflete bastante na sua personalidade e nos seus comportamentos, entendido por algumas pessoas como “valores” do seu tempo. Por outro lado, fora um homem sempre engajado com atividades agrícolas e pecuaristas, comprometido com a garantia da subsistência familiar. Via no trabalho, sobretudo com a agricultura, a única forma de ocupação e sentido para a vida, ideia que também repassava para os filhos.

Dona Joana, sua mãe, embora não alfabetizada, nunca aceitou essa condição. Não ter tido condições de frequentar a escola quando criança, é, sem dúvidas, um dos maiores traumas guardados da sua infância. “Ela conta que a coisa que achava mais linda na vida era ver alguém escrevendo e/ou lendo. Muitas vezes fugiu de casa para ficar na janela da escola olhando a professora ensinar”, ressalta João Lucian. Mas, frequentar a escola era uma realidade que lhe era negada, pois sua família não tinha condições de pagar para que ela e seus irmãos estudassem.

Tornou-se adulta com a insatisfação dessa dívida da vida para consigo. Embora a estrutura social e econômica ainda não lhes assegurasse condições de acesso à educação, a mesma guardara seu sonho com muito zelo. Enquanto isso, transferia para os seus filhos, sobretudo para João Lucian, seu filho caçula, esse projeto de vida: estudar e ter melhores condições de se viver através da educação.

Esse seu projeto era disputado com o seu pai todos os dias. “Ele dizia para irmos para roça, ela dizia para irmos para escola”, lembra João Lucian. Na realidade o que ela fazia não era transferir o projeto, e sim, uma projeção nos filhos das coisas que desejava que tivesse acontecido com ela. Não à toa, manteve-se agarrada ao seu sonho de aprender a escrever o seu próprio nome, e após oito temporadas de Educação de Jovens e Adultos, na comunidade onde reside, aos 48 anos de idade, conseguiu aprender a escrever e ler pequenas palavras, e realizar o seu maior sonho: grafar em seus documentos – Joana Ferreira da Silva.

“Lembro-me que quando ainda muito infante, em diálogo com a minha mãe, ela me fez prometer que eu não desistiria de estudar como os meus irmãos fizeram e que um dia seria o seu filho “doutor”, o doutor da família. Na ocasião senti-me muito responsabilizado, pois, tinha consciência do meu gosto pela escola, mas igualmente sabia da minha aversão à área da saúde”, disse João Lucian.

Que ainda relata:

Durante anos guardei esse conflito, até que na passagem do ensino fundamental para o ensino médio resolvi falar para ela sobre a impossibilidade de atender a sua expectativa. Eu estava muito triste, receoso da tristeza que lhe causaria. Ao comunicá-la que não queria ser o “doutor” dos seus sonhos, vi num primeiro momento ela querer esbravejar: - “Que história é essa de não querer estudar? O que você será sem a escola?” Respondi: “Eu não vou deixar de estudar, apenas não quero ser o “doutor” que a senhora fala”.

Nesse instante vi mudar suas expressões, com riso na boca começou me explicar que doutor era uma pessoa que tinha “terminado os estudos”, sabia ler tudo sem gaguejar, que escrevia seu nome completo e uma carta bem feita, que sabia falar em público e resolver qualquer problema. Continuou dizendo que isso só seria possível se eu frequentasse a escola.

Mãe disse que achava a profissão de médico muito bonita, mas sabia que precisava de bastante dinheiro para se formar, porque em Nova Olinda só eram médicos os filhos dos ricos. De qualquer modo, já tinha presenciado muitos médicos sem educação, e que o doutor que ela queria que eu fosse seria um homem educado, respeitador e respeitado pelas pessoas.

Senti um alívio profundo. A alegria tomou conta de mim novamente, pois, percebi que a partir da educação adquirida na escola e sobretudo na comunidade, eu poderia ser sim o doutor da minha mãe, da minha família.

Minha mãe é uma das pessoas que conheço que mais demonstra entusiasmo pelo processo de letramento, de amor por espaços de ensino-aprendizagem, seja ele escolar ou não, que acredita e aposta no poder transformador da educação. As memórias que guardo dos seus ensinamentos e de sua obstinação com a leitura e a escrita me fazem estabelecer aproximações de sua história com a da escritora Carolina Maria de Jesus.

É muito comum sermos surpreendidos por questionamentos sobre os significados de palavras que ela consegue decifrar em cartazes, livros, propagandas, sacolas, bem como palavras que escuta nos jornais e novelas. Curiosa, não gosta de guardar dúvidas e estar sempre ampliando o seu vocabulário. Com o seu visível amor pelas palavras e pelo conhecimento, vai nos revelando um projeto singular de educação.

Ela nunca pegou na minha mão para me ajudar na coordenação motora ao cobrir um pontilhado, não me ensinou a formar sílabas, nem a ler palavras. E sei que isso lhe angustiava bastante. Entretanto, era ela quem pegava em minha mão para banhar, vestir, levar para escola. Foi ela quem me ensinou palavras para pedir ajuda, pedir desculpas, servir, resistir.

No mesmo sentido, me ensinou a ler a realidade, a compreender as relações sociais, a projetar e buscar coisas boas para mim, nossa família e comunidade. Dona Joana pedia e buscava, sem cerimônias, apoio em outras pessoas para atender necessidades minhas, fossem pedagógicas ou materiais, sempre que lhes faltava condições para tal.

Não guardo lembranças de ninguém (diretores, professores, colegas, coordenadores) da minha experiência na educação básica que tenha desejado e conseguido falar do papel da escola e da importância da educação com tanta confiança e entusiasmo como minha mãe.

As percepções históricas que tenho hoje me oportunizam, tristemente, ter consciência do quanto o corpo da minha mãe deve ter sido invisibilizado e sua voz silenciada. Ela é uma mulher protagonista, participativa, cheia de vivacidade, cuja sede de fala demonstra necessidade em ser ouvida, o que para mim é sinal de toda uma vida negligenciada. Nessa sociedade com o vigor de tantos marcadores estruturantes de dominação e violências, quantos saberes advindos dela não foram ignorados/apagados por se tratar de uma mulher, negra, pobre e sem alfabetização?!

A escritora negra Conceição Evaristo (2006) atribui o nascimento de sua escrita à “grafia-desenho” que, na infância, ela via sua mãe fazer na terra molhada utilizando gravetos de pau. Eu, em analogia à escritora, atribuo minha permanência na escola e a utilização da educação como instrumento político de transformação social, à escuta da voz insistente de minha mãe.

Essa maneira de conceber o mundo a partir do seu constante diálogo com as aprendizagens adquiridas em qualquer espaço, formal ou não, me faz enxergar a construção do projeto de educação que muito contribuiu para o meu desenvolvimento pessoal e social. Na escola e, principalmente, em espaços alternativos forjados pelos movimentos comunitários e sociais, foi-se desenhando uma história cheia de sentidos e memórias, marcadas pelos “ecos” da voz de Dona Joana.

JOÃO LUCIAN FERREIRA DA SILVA embasou sua tese de mestrado intitulada de EXPERIÊNCIAS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS COMUNITÁRIAS NO ENSINO DE HISTÓRIA a partir de suas vivências e este depoimento foi extraído do Capítulo onde cita: “O projeto de educação de uma mãe não alfabetizada”.

Estão abertas as inscrições para o I Seminário Artefatos da Cultura Negra | CARIRI

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 23 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações de @artefatosdaculturanegra

O Artefatos da Cultura Negra é um programa de extensão da Universidade Regional do Cariri (URCA), tendo como um dos objetivos a promoção de uma educação antirracista por meio do reconhecimento e valorização dos territórios negros e indígenas, bem como das comunidades tradicionais que constituem a região do Cariri cearense, o Brasil e o mundo.

Por ser um programa de extensão, as ações do Artefatos acontecem durante o ano inteiro, sempre mantendo um diálogo contundente com espaços produtores de conhecimento. Dentro da esfera acadêmica, se tem o Congresso Internacional Artefatos da Cultura Negra, que agora é bienal. O congresso congrega diferentes departamentos e grupos de pesquisa da Universidade Regional do Cariri, de universidades malungas e parceiras: Universidade Federal do Cariri, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, bem como de organizações da sociedade civil: Grupo de Valorização Negra do Cariri, ALDEIAS Ponto de Cultura.

Como forma de preparação para o XVII Congresso Artefatos da Cultura Negra, que ocorrerá em 2027, nos dias 8, 9 e 10 de setembro de 2026, será realizado I Seminário Artefatos da Cultura Negra.

Por meio de mesas-redondas, grupos de discussões e apresentações culturais, se espera ampliar o debate sobre a educação para as relações étnico-raciais, fomentando a construção de um campo de formação política, cultural e pedagógica.

08 a 10 de Setembro de 2026

Universidade Regional do Cariri – URCA em Crato-CE

🔗https://siseventos.urca.br/site/ISemiArtefatosCulturaNegra

Luiza Mandela lança livro Manual do Letramento Racial: um convite à consciência, à ação e à transformação | SÃO PAULO-SP

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 23 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com quase duas décadas de atuação antirracista e após conquistar o título de Doutora Honoris Causa, Diploma Zumbi dos Palmares e três moções, autora lança sétimo livro na Livraria da Vila.

Rio de Janeiro - No dia 25 de agosto de 2026, das 19h às 21h, a mestre em relações étnico-raciais e escritora Luiza Mandela (@luizamandela) lança o livro "Manual do Letramento Racial: um convite à consciência, à ação e à transformação" na Livraria da Vila (@livrariadavila), localizada no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo. A agenda contará com a presença de Luís Borges (@lucaborgesafrosp) e Sidnei Nogueira (@professor.sidnei) para uma roda de conversa destinada a debater os principais capítulos da obra. 

A obra convoca o leitor a uma reflexão profunda sobre o racismo estrutural no Brasil e apresenta o letramento racial como ferramenta fundamental para a transformação social. A partir do princípio de que não basta reconhecer o racismo, é necessário compreendê-lo em sua complexidade e agir de forma consciente para combatê-lo. A autora articula teoria, dados, experiências pessoais e práticas pedagógicas com linguagem acessível, de forma crítica e aplicável ao cotidiano.

Dividido em seis capítulos, o livro mapeia o racismo em suas vertentes estrutural, institucional, interpessoal e recreativo, além de oferecer dinâmicas e reflexões para que o próprio leitor compreenda sua identidade racial. O texto também resgata os saberes e as contribuições de civilizações africanas anteriores à escravidão, com o objetivo de promover uma educação baseada na memória e no orgulho. Alinhada à produção intelectual negra brasileira contemporânea, a obra conecta raça, gênero e sexualidade, e evidencia que o combate ao racismo caminha ao lado do enfrentamento à LGBTQIAPN+fobia.

‘’O livro vem sendo construído a partir da minha trajetória enquanto educadora antirracista com o objetivo de compartilhar conhecimentos com cada vez mais pessoas acerca do letramento racial e foi escrito com muito carinho, pensando de forma didática a ampliar o repertório do leitor acerca de uma temática tão importante e urgente. Sem letramento racial não há democracia’’, destaca Luiza Mandela.

Luiza teve sua trajetória na educação pública iniciada em 2012, com ações voltadas ao desenvolvimento de alunos negros e periféricos. A escritora reúne experiência na Gerência de Alfabetização e Anos Iniciais (GAI) e na Escola de Formação Paulo Freire (EPF), e atuou como gerente de Relações Étnico-Raciais. Atualmente, está à frente da Mandela Consultoria Antirracista, que combate o racismo estrutural e promove a equidade racial em instituições públicas, privadas e no setor educacional. Idealizou o Curso Letramento Racial na plataforma Hotmart, que registra mais de 5000 alunos. Coautora de sete obras, coordenadora editorial, consultora e palestrante, sua atuação na desconstrução de preconceitos foi reconhecida publicamente com a conquista do título de Doutora Honoris Causa, do Diploma Zumbi dos Palmares e de três moções.

A importância da obra e da trajetória da autora é ressaltada por nomes de destaque que acompanham seu trabalho, como a jornalista e apresentadora Alinne Prado, que esteve presente no lançamento na livraria Leitura no centro do Rio de Janeiro: "A gente está colocando pra posteridade, a gente está eternizando, de fato, o conhecimento. Ela está eternizando. É uma bíblia sobre o ensinamento racial. É lindo chegar nesse evento lotado de gente sedenta."

SERVIÇO

Lançamento
do livro Manual do Letramento Racial: um convite à consciência, à ação e à transformação em SP

Data e horário: 25 de agosto de 2026, das 19h às 21h

Local: Livraria da Vila - Shopping Pátio Higienópolis (Avenida Higienópolis, 618 - Higienópolis, São Paulo - SP).

Redes Sociais @luizamandela/ @livrariadavila

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