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03/04/2026

Mestre Antônio Rafael participa da Missa do Lava-Pés | TARRAFAS-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 03 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Natural do município de Tarrafas-CE, o Mestre Antônio Rafael Sobrinho, nos presentou com este momento em que participa da Missa do Lava-Pés na cidade de Santa Helena na Paraíba, onde reside atualmente. Ele que é Poeta Cordelista, Escritor e Mestre da Cultura, nos faz lembrar da importância desta vivência cristã.

A Missa do Lava-Pés, realizada na Quinta-feira Santa, inaugura o Tríduo Pascal celebrando a Última Ceia, a instituição da Eucaristia e do sacerdócio. O rito, onde o padre lava os pés de 12 pessoas, simboliza a humildade e o serviço de Jesus Cristo, ensinando o amor ao próximo. 

“...procurar saber a importância do lava-pés que só lavar por lavar não adianta. Deve alguém lavar os pés da gente como o padre representando Jesus Cristo...simbolizando que devemos lavar os pés daqueles que mais precisa, dos mais pobres, do mais humilde. Pra gente mostrar uma prova de humildade que vem de Jesus Cristo e hoje ninguém quer lavar o pé de ninguém, só quer mandar lavar o seu, mas não quer lavar o de ninguém. Então, é bom que este lava-pés se espalhe... que o povo entenda da nossa obrigação de lavar os pés de alguém”, ressalta o Mestre Antônio Rafael. Fazendo alusão da importância da humildade nos mais diversos setores da sociedade, a exemplo da política.

A Celebração é marcada pela cor branca, omissão da bênção final e, ao fim, ocorre o translado do Santíssimo Sacramento e a desnudação do altar. Após a missa, os fiéis são convidados a permanecer em vigília de adoração, muitas vezes lendo os capítulos 13 a 17 de São João. 

A celebração enfatiza que o amor verdadeiro se revela na humildade e no cuidado com o próximo como muito bem destacou o Mestre Antônio Rafael – Cadeira 37 da Academia de Letras do Brasil/Seccional Regional Araripe-CE.

Claudia Rejanne participa da Roda de Poesia no Gesso neste sábado | CRATO-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 03 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações de @xelacariri

Neste sábado (04), a partir das 17h, na Quadra do Gesso (Crato),   a professora e poeta Cláudia Rejanne participa da  Roda de Poesia no Gesso – um encontro gratuito e aberto ao público que reafirma o direito à literatura, à memória e aos sonhos da classe trabalhadora.

Com uma programação que mistura poesia, música, cinema e trocas solidárias, o evento se consolida como lugar de afeto, política e encontro, reunindo moradores, poetas, ativistas, militantes de esquerda e todos que acreditam que um mundo novo é possível.

O evento conta com a participação especial da poeta Cláudia Rejanne – Doutora em Linguística, professora da URCA, pesquisadora de cultura popular e ativista das lutas femininas e memoriais do Cariri. Autora de obras como Benditos Malditos (2020) e 72” (2022).

A roda de poesia tem o microfone aberto para intervenções poéticas do público.

O Cine Gesso exibirá o curta Perspectiva e Porque Dança? Que tem a direção de Ricardo Alves e Junior Pessoa.  

Haverá também a distribuição  gratuita de mudas e cordéis e a Feira Trocaria com artesanato, comidas, brechó e economia criativa.

A roda de poesia tem a mediação da multiartista Eveline Limaverd.

SOBRE A POETA CONVIDADA

Cláudia Rejanne Pinheiro Grangeiro é poetisa, compositora, produtora cultural, estudiosa de Gnose, ativista da Frente de Mulheres do Cariri, do Movimento Pró-Memória da Beata Maria de Araújo e do Mulherio das Letras–Ceará. Sua obra transitou entre o acadêmico e o popular, com destaque para o cordel e a poesia de transgressão.

SERVIÇO

Evento: Roda de Poesia no Gesso

Data: 04 de abril de 2026 (sábado)

Horário: a partir das 17h

Local: Quadra do Gesso – Rua Monsenhor Juviniano Barreto, 35 – Centro, Crato-CE

Entrada: gratuita e aberta a todos os públicos

Blog Negro Nicolau celebrará 15 anos de comunicação antirracista | ALTANEIRA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 03 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @blognegronicolauofc

@nicolauneto_

Por Valéria Rodrigues,  Colunista do Blog Negro Nicolau

"Uma década e meia de comunicação antirracista. Estamos dando sequência ao legado da imprensa negra brasileira iniciada no século XIX, no Rio de Janeiro, com o Homem de Cor". É dessa forma que o professor Nicolau Neto destacou, inicialmente, ao conversar com nossa coluna sobre a passagem dos 15 anos do Blog Negro Nicolau a ser celebrado no próximo dia 27 de abril.

 

A educação midiática como uma ferramenta importante na cobrança da efetivação da Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) tem sido uma bandeira de luta do professor Nicolau. O Blog, nesse caso, vem sendo o caminho para tal. Desta feita, o cenário da comunicação digital antirracista e do ativismo social celebra um marco significativo: os 15 anos desta mídia. O espaço consolidou-se ao longo desse pouco tempo como uma das vozes mais resilientes e necessárias na luta pela promoção da equidade racial e na valorização da História da cultura negra, especialmente no Ceará.

 

Fundado em 2011, o blog surgiu com o propósito de romper o silenciamento histórico imposto às populações negras e periféricas. O que começou como um espaço de registro de ideias e debates acadêmicos de seu fundador, logo se transformou em um portal de referência para denúncias de racismo, cobertura de eventos afirmativos e valorização da ancestralidade.

 

Uma Trajetória de Impacto

Ao longo desses 15 anos, o Negro Nicolau não se limitou apenas ao ambiente virtual. O projeto serviu de referências para pesquisas de graduações, mestrados e doutorados em universidades do Ceará e outros estados, como São Paulo e Paraná. Estudantes da educação básica, sobretudo do Ensino Médio, vêm usando os artigos publicados aqui como material para projetos ligados às leis 10.639 e 11.645, que tratam da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e História e Cultura Indígenas, respectivamente. Sob a liderança de Nicolau Neto, o blog pautou e vem pautando temas que muitas vezes foram ignorados pela mídia hegemônica, dando visibilidade a:

Combate ao racismo estrutural e institucional;

Valorização de comunidades quilombolas e de terreiro;

Destaque para personalidades negras e indígenas nas artes, política e educação;

Análise crítica de políticas públicas de ações afirmativas;

Criação de políticas públicas antirracistas em Altaneira, no cariri cearense, como: o Estatuto da Igualdade Racial, o Conselho Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (CMPPIR), a transformação em lei do dia 20 de novembro em feriado municipal antes mesmo da lei nacional e o Plano Municipal de Combate ao Racismo e de Promoção da Equidade Racial (que concentra essas e outras medidas).

Contribuição no reconhecimento das comunidades do São Romão, Bananeira e Caximbo como quilombolas e na sua titulação junto a Fundação Palmares.

 

Sobre o idealizador

Professor e historiador, Nicolau Neto imprime no blog uma identidade que une o rigor intelectual à sensibilidade do ativismo de base. Sua atuação transformou o "Negro Nicolau" em um documento vivo da história contemporânea do movimento negro, provando que a democratização da informação é uma ferramenta poderosa de emancipação. Em conversa com esta coluna ele frisou: 

 

"Celebrar 15 anos de um blog com esse recorte é celebrar a sobrevivência de uma narrativa que se recusa a ser esquecida. O Negro Nicolau é, acima de tudo, um quilombo digital." "E por falar em quilombo. Em quilombo digital", disse ele, "o blog vem sendo construído por vários mãos. Temos hoje nove colunistas. Além de você, Valéria Rodrigues, há ainda Alexandre Lucas, Ana Nunes, César Pereira, Fábio José, Josyane Gomes, Karla Alves, Maria Raiane e Marina Silva.

 

Programação e Comemorações

Segundo Nicolau Neto, para marcar esta data, o Blog apresentará uma série de conteúdos especiais recapitulando os momentos mais marcantes desta trajetória, além de depoimentos de leitores(as) e parceiros(as) e militantes que acompanharam o crescimento do quilombo digital.

 

Os 15 anos do Blog Negro Nicolau reafirmam que o jornalismo feito com propósito e compromisso social é capaz de atravessar gerações e continuar sendo um farol para a construção de uma sociedade mais justa e antirracista.

Motivo de reflexão: recordar o dia em que Jesus foi crucificado | CARIRI OESTE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 03 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

A Sexta-feira Santa é a sexta-feira que ocorre antes do domingo de Páscoa. Neste dia, os cristãos relembram o dia em que Jesus Cristo morreu crucificado. Também é chamada de Sexta Feira da Paixão, porque com origem do latim, paixão significa sofrimento. Assim, para os cristãos, a paixão de Cristo representa a crucificação de Jesus Cristo.

A Sexta-feira Santa é um feriado nacional, conforme Lei nº 9.093, de 12 de setembro de 1995. A data é móvel e está inserida na Semana Santa. 

É uma data importante para os cristãos, pois a igreja recorda o dia em que Jesus Cristo morreu crucificado. Por esse motivo, é um dia de reflexão. Se insere no tríduo pascal, em que se realizam as últimas celebrações da Semana Santa. O tríduo pascal tem início na quinta-feira santa à noite e termina no domingo de Páscoa, em que se comemora a ressurreição de Jesus. 

Nesta data, acontecem diversos rituais religiosos. A Igreja Católica aconselha aos fiéis cristãos a fazerem algum tipo de penitência, como o jejum e a abstinência de carne ou de qualquer ato que se refira ao prazer mundano. Procissões e reconstituições da Via Sacra (caminho que Cristo teria percorrido ao carregar a cruz antes de morrer) são alguns dos rituais mais populares. 

A adoração da cruz pelos católicos também é um símbolo que representa as tradições típicas da Sexta-Feira da Paixão. Muitos devotos costumam beijar os seus crucifixos em sinal de respeito e eterno agradecimento a Jesus, por ter se sacrificado em prol da humanidade.  Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu em um domingo, no dia 14 de Nisã, de acordo com o calendário hebraico.

Assim sendo, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico era contar o primeiro e o último dia, concluiu-se que Jesus morreu numa sexta-feira. Atualmente, a escolha da data é feita baseada na primeira lua cheia após o equinócio da primavera (no Hemisfério Norte) e do outono (no Hemisfério Sul). Neste caso, a Sexta-feira Santa pode ocorrer entre os dias 22 de março e 25 de abril.

Fonte: Calendarr

02/04/2026

Grupo tradicional de caretas se destaca ao apresentar tema de combate ao feminicídio | SANTANA DO CARIRI-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 02 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias   @caretaspauquente

Com Informações de @leirton.alves2024

Os Caretas do Pau Quente de Santana do Cariri-CE, se apresenta como uma das manifestações mais tradicionais e vibrantes da cultura popular cearense, trazendo em 2026 uma mensagem que ecoa muito além do estalo dos chicotes. Com o tema "Nem mais uma. Nem mais Benignas: Diga não ao feminicídio", o grupo transforma a tradição em um poderoso manifesto social.

O contexto do tema e sua escolha é profundamente significativa para a região. Ao citar "Nem mais Benignas", o grupo faz referência direta à Menina Benigna, a primeira beata do Ceará, assassinada em Santana do Cariri em 1941 ao resistir a uma tentativa de violência sexual. Ao unir o nome dela ao movimento global "Nem Mais Uma", os Caretas conectam uma tragédia histórica à luta atual contra a violência de gênero e o feminicídio.

Cultura Raiz e orgulho, Caretas do Pau Quente 2026, representa o sentimento do grupo. Os Caretas do Pau Quente provaram em 2026 que a força da nossa tradição e a profundidade de um tema real se entrelaça ao processo de conscientização.


“Levamos para a avenida o grito "Nem mais uma, nem mais Benignas", uma mensagem necessária contra o feminicídio que arrepiou quem tem sangue nas veias e respeito no coração”, ressaltam.

Parabéns a cada participante que honrou a Beata Benigna e todas as mulheres com a força do chicote e a Cultura.

Dia Mundial da Conscientização do Autismo | CARIRI OESTE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 02 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Fonte: Calendarr

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, ou simplesmente Dia Mundial do Autismo, é comemorado em 02 de Abril. A data visa ajudar a conscientizar a população mundial sobre o Autismo. O autismo é um transtorno no desenvolvimento do cérebro que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

No Brasil, o Dia Mundial do Autismo é celebrado com palestras e eventos públicos que acontecem por várias cidades brasileiras. O objetivo é o mesmo em todo o lugar, ou seja, ajudar a conscientizar e informar as pessoas sobre o que é o Autismo e como lidar com ele. 

Nesta data, vários pontos turísticos do país são iluminados de azul, cor que representa a campanha do Autismo, que é promovida no mês de abril. 

Origem do Dia Mundial do Autismo

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 18 de dezembro de 2007. O objetivo da data é alertar as sociedades e governantes sobre esse transtorno do neurodesenvolvimento, ajudando a derrubar preconceitos e esclarecer a todos.

O que é o Autismo?

O Autismo não é uma doença, mas sim um transtorno do neurodesenvolvimento, conhecido por "Transtornos de Espectro Autista" - TEA. Os sintomas do autismo são: fobias, agressividade, dificuldades de aprendizagem, dificuldades de relacionamento, por exemplo.

No entanto, vale ressaltar que o autismo é único para cada pessoa. Existem vários níveis diferentes de autismo, até mesmo pessoas que apresentam o transtorno, mas sem nenhum tipo de atraso mental.

Bem-vindo Abril: renovação e florescer! | CARIRI OESTE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 02 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Abril chega com a leveza das mudanças e a promessa de novos começos. É um mês que convida à renovação, ao florescer de ideias e ao fortalecimento dos sonhos que plantamos ao longo do ano. Com seus dias que equilibram suavidade e intensidade, abril nos lembra que cada ciclo tem sua beleza e seu propósito.

Seja nas manhãs mais frescas, no colorido das paisagens ou na esperança que se renova, este mês traz consigo a oportunidade de recomeçar, ajustar rotas e seguir com mais coragem. É tempo de cultivar o que faz bem, de valorizar os pequenos momentos e de acreditar que coisas boas ainda estão por vir.

Bem-vindo, Abril! Que você seja leve, produtivo e repleto de conquistas.

01/04/2026

Portal de Comunicação do Cariri Oeste-Ceará: Ubuntu Notícias ganha vídeo do Gestor Social Joelmir Pinho | CARIRI OESTE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 01 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @joelmirpinho

Temos a alegria de compartilhar um vídeo roteirizado por mim e pelo Gestor Social Joelmir Pinho sobre o Portal de Comunicação do Cariri Oeste-Ceará: Ubuntu Notícias. Joelmir Pinho é Educador, gestor social, escritor e aprendente. Associado da Escola de Políticas Públicas e Cidadania Ativa-EPUCA. Professor do CCSA da UFCA.

A edição do vídeo foi feita pelo mesmo utilizando imagens geradas com Gemini, assistente de IA do Google. Temos um resultado muito significativo uma vez que retrata desde a definição de Ubuntu até a região priorizada por este canal de comunicação.

O resultado está disponível em nosso canal no YouTube, o Ubuntu TV, e também em nosso Instagram. Espero que vocês apreciem!

O Portal de Comunicação Ubuntu Notícias é administrado pela Professora e Jornalista, Lucélia Muniz, de Nova Olinda-CE. Preza pela divulgação de práticas relacionadas a Cidadania, Cultura, Educação e Políticas Públicas nos municípios que compõem o Cariri Oeste cearense. Estamos tecendo histórias, entrelaçando os fios da Cultura e da Educação! 

Ubuntu Notícias entrevista a Escritora Alda Cordeiro autora do poema O JOGO DA BELA FLOR | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 31 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Alda Cordeiro, nasceu no Sítio Olho D’Água de Santa Bárbara, sopé da Chapada do Araripe no município de Nova Olinda interior do Ceará. Desde Criança, gostava de fazer poesias; dom natural oriundo de aboios, isto é, de cantos enfadonhos, lamentosos que eram produzidos pelos seus antepassados para se ter o domínio sobre os seus animais e, que na época do deu pai, o vaqueiro poeta, José Cordeiro, se manifestou em forma de poemas musicados, compostos por seis versos cativantes que por ele eram improvisados e cantados na lida com o seu gado e também nas vaquejadas realizadas na região do Cariri e no estado do Pernambuco, divulgando a cultura do seu município. E brincando de fazer versos, isto é, substituindo as rimas de alguns aboios do seu pai, por palavras que emitiam o mesmo som, surgiu a poetisa Alda Cordeiro.  

Ela é Membro Correspondente da Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni-RJ; figura na Coletânia Imortais VIII da Academia de Letras do Brasil (ALB) – Porto Alegre- RS; Personalidade Talento da Cultura Cratense, reconhecida pelo GEO-Crato-CE. Escritora nova-olindense, reconhecida pela Academia de Letras do Brasil Seccional Regional Araripe-CE. Autora do cordel, Celebração das Aves e do Projeto Arte é Vida;  Ex-Vereadora e Presidente da Assembleia Municipal Constituinte do Município de Nova Olinda-CE.  

ENTREVISTA

UBUNTU NOTÍCIAS - O que quer dizer o  nome   O JOGO DA BELA FLOR?

ALDA CORDEIRO - Diz respeito à um joguinho tradicional de origem francesa, onde o sentimento humano é definido por entre as pétalas da bela flor, uma espécie de margarida, conhecida por Bem-me-quer, mal-me-quer.

UBUNTU NOTÍCIAS - Fale sobre o surgimento e a expansão do seu trabalho  artístico?

ALDA CORDEIRO - O poema O JOGO DA BELA FLOR, surgiu em 28 de junho de 2024, juntamente com a inauguração da Procuradoria Especial da Mulher do município de Nova Olinda-CE. Em 2025, foi aprovado num concurso literário em Porto Alegre-RS, desde  então  figura na VIII Coletânea IMORTAIS  da Academia de Letras do Brasil (ALB), composta por  145 escritores das regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sul e Sudeste do Brasil. Em 2026,  ao ser  reconhecido como ferramenta de desconstrução social,  passou a ocupar um espaço de dignidade e nobreza  na sala da Procuradoria Especial da Mulher do município de Nova Olinda-CE.

UBUNTU NOTÍCIAS - O  que significa    ter  uma  produção literária  sua, reconhecida por uma instituição  que tem por  objetivo proteger, defender  e promover  os direitos da mulher  nova-olindense?

ALDA CORDEIRO - É  gratificante  não    para mim, como também  para todos os artistas da terra. O reconhecimento e a valorização de qualquer obra de arte, é uma forma de identificar e de validar a Literatura Regional no município de Nova Olinda-CE. Desde já, agradeço à  todos, quero dizer  que em meio a intelectualidade   somente quem tem luz própria  é capaz  de enxergar e de celebrar as qualidades  do outro.

O JOGO DA BELA FLOR

Diante da natureza,

Em meio a tanto vigor,

Temos sim, uma ideia,

Do nosso grande valor,

Somos todos iguais,

Únicos e especiais,

Obra do Deus Criador. 

 

Não existe diferença,  

Entre homem e mulher,

Nem o desejo da Flor:   

“Bem-me-quer, mal-me-quer?” 

Em meio a diversidade,  

Não existe prioridade,

A gente é o que é.  

 

Não importa se sou alta,  

Se sou média ou pequena,  

Se sou branca, se sou negra,  

Se sou a gota serena,  

O que vale é o respeito,  

Que a mulher tem por direito,

De entrar ou sair de cena.

 

Direito de ir e vir,

Sem sofrer perseguição,

De ampliar seu espaço,  

Sem pedir opinião,  

Direito de ser mulher, 

De viver como quiser,

Sem dever satisfação.  

 

Não importa se fui Amélia,  

Clemência, Dolores, Glória, 

Esperança, Madalena,  

Piedade ou Vitória,  

O que vale é no presente,  

A mulher ser o agente,   

Produtor da sua história. 

 

O preconceito, o racismo,  

Homofobia, a exclusão,  

O olhar atravessado,  

O falso aperto de mão,  

São trajes de uma cultura,  

Sem alma, sem estrutura, 

Que existe sem ter razão.  

 

Enfim, toda violência,

Seja física, sexual,

Moral, psicológica,

Ou a patrimonial,

São atos de covardia

O Boris Casoy, dizia:

“É vergonha” nacional.

  

Assim sendo, Leitor,  

Balança na tua mão,  

Essa, Bandeira Lilás,  

“L”, de LIBERTAÇÃO,  

E vamos desconstruir,  

Essa cultura que está aí, 

Remando na contramão.  

  

A gente tem que mudar,  

Essa Tal sociedade,  

Para que homem e mulher,  

Vivam com dignidade,  

E um dia nesse País,

Todo casal bem feliz,

Dê Viva a Liberdade.  

30/03/2026

Raízes ancestrais da Risalva: espaço de vivências com plantas medicinais | SALITRE-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 30 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias   @_quilombo_arapuca_

@risalvapereiranacimento

@museudesalitre

Hoje, o Ubuntu Notícias, apresenta as Raízes ancestrais da Risalva. Esta que é Presidente da Associação dos Remanescente do Quilombo Sítio Arapuca. Raízes que curam, memórias que florescem. Ela é a idealizadora do espaço de vivências com plantas medicinais, cactos e suculentas. Espaço este localizado na Comunidade Remanescente Quilombola no Sítio Arapuca no município de Salitre-CE.

O espaço de vivência nasce de um solo fértil de saberes: o legado de Dona Risalva. Entre o perfume das ervas medicinais e a resiliência dos cactos e das suculentas, esta cultiva mais que plantas: cultiva a identidade quilombola.

Cada folha é um ensinamento, cada raiz é uma conexão com a ancestralidade. O Raízes Ancestrais da Risalva é um convite para desacelerar, aprender com a terra e fortalecer a comunidade através do que a natureza nos oferece de mais sagrado.

Venha conhecer as ações desenvolvidas no espaço de vivências com plantas!

O Raízes ancestrais da Risalva oferta:

- Educação ambiental;

- Oficinas;

- Produção de mudas;

- Raízes e sementes medicinais;

- Suculentas, cactos e plantas medicinais.

Risalva Pereira é uma liderança comunitária, mulher quilombola, mãe solo e estudante de Pedagogia no PARFOR/URCA, reconhecida como defensora da cultura ancestral e da natureza no município de Salitre, Ceará. Ela é associada à Associação dos Remanescentes de Quilombos do Sítio Arapuca, localizada na zona rural de Salitre. A área é mencionada em rotas de afroturismo na região.

29/03/2026

O que é o Domingo de Ramos? Entenda o significado da celebração

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 29 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Bendito o que vem em nome do Senhor!

O Domingo de Ramos começou a ser celebrado no século IV, explica o Doutor em teologia bíblico-litúrgica, padre Anderson Marçal. O gesto recordava a entrada triunfante de Jesus, que subiu no jumentinho e entrou em Jerusalém daquela maneira (cf. Mt 21,1-11).

“Recordando que, quarto século significa logo depois que os cristãos tiveram liberdade religiosa. Eles podiam, a partir do Édito de Milão, do Imperador Constantino, terem a liberdade de expressão religiosa. E ali começou a acontecer essas celebrações recordando os últimos momentos da vida de Jesus”, ressalta o sacerdote.

Por que o Domingo de Ramos também é chamado de Paixão do Senhor?

Além de recordar Jesus, que é aclamado pelo povo em sua entrada em Jerusalém, a Celebração deste domingo narra também o Evangelho da Paixão e Morte de Jesus. O Domingo de Ramos também é chamado “da Paixão do Senhor”.

Segundo ele, o fato de unir estas duas realidades é para que aconteça em uma única celebração todo o Mistério Salvífico de Jesus. “Ali, Jesus se entrega – como Ele mesmo diz: ‘ninguém tira minha vida, antes eu a dou livremente (Jo 10, 18)”.

O significado espiritual do Domingo de Ramos para os fiéis

Padre Anderson Marçal destaca ainda que outro aspecto dessa celebração que precisa ser refletido é que o mesmo povo que aclama Jesus é o que pede Sua crucificação. “Para mostrar também a nós as nossas luzes e trevas. E que, mais uma vez, precisamos ali, fazermos a escolha: Jesus é o nosso Rei? Mas por que ainda continuamos a crucificá-lo?”

O que significam os ramos abençoados?

Quanto ao ramo de oliveira, que é abençoado no dia do Domingo de Ramos e deixado na igreja, eles são queimados e se tornam as cinzas que serão usadas na celebração da Quarta-feira de Cinzas do ano seguinte. “Ligando em uma única coisa, ao longo da história, a nossa aclamação da vitória de Jesus sobre o pecado e a morte, sem nos esquecermos que somos pó e ao pó voltaremos”, destaca.

O que fazer com o ramo de oliveira depois?

Muitos fiéis também levam os ramos para suas casas e têm dúvidas do que fazer quando ele estiver seco ou deteriorado. A solução é queimá-lo, afirma o sacerdote

Fonte: noticias.cancaonova.com

28/03/2026

Julia Monteiro é a síntese da escola que queremos Por Alexandre Lucas | CRATO-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 28 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias     @xelacariri

Por Alexandre Lucas - Pedagogo, escritor, artista-educador, idealizador do Território Criativo do Gesso

Naquela sala se ensaiava o tempero da rebeldia e da revolução. O mundo via os rostos destemidos de quase 50 jovens que, ainda nem sabiam o gosto da universidade, armados de ideias e coragem, resistiam na sala cercada de militares e intolerância.

Apagaram as luzes. Impediram água e comida. Tentaram cansar os quase 50 jovens, que acendia naquela sala, sem nenhum molotov, um formigueiro chamado juventude.

Os celulares, as únicas armas, olhos e vozes do mundo, registravam a bravura dos quase cinquenta estudantes, das quase cinquenta crianças, dos quase homens e mulheres.

A menina negra, de cabelos mostrando as orelhas, com a cabeça e o corpo na porta, junto com suas companheiras e companheiros, tentava negociar a integridade física dos ocupantes, mas é impossível negociar com os cães de guarda do poder. Os dentes dos cães fardados estavam à mostra, esperando suas presas: quase mulheres e homens, armados exclusivamente de ideias e coragem.

Julia Monteiro, a menina negra, é arrastada no escuro pelas mãos de ferro do estado; do outro lado é abraçada pela ternura dos que não soltam as mãos diante da injustiça e do medo.

Júlia Monteiro é dessas que não se encontra em qualquer esquina, que não está em qualquer sala, que não bate continência para os generais, que não segue os padrões. Ela mexe os quadris, empunha microfones. Balança bandeiras e segura nas mãos a ciranda da esperança.

Estamos distantes e de mãos dadas. Júlia faz escola, onde me formei; os nossos livros não se encontram na sala de aula, e nossas canetas escrevem o que não nos ensinam nas escolas. Hoje queria estar com Júlia cuspindo rebeldia para dizer que os estudantes brasileiros não são lagartixas e que os nossos sonhos não cabem dentro do silêncio e de uma sala.

Júlia é a síntese da escola que queremos construir, e ela não está sozinha.