terça-feira, 25 de outubro de 2011

Tenho muito orgulho de ser nordestina...



Sou filha de um agricultor e de uma professora. Quando meu pai chegava da roça à tardinha sempre costumava ligar o rádio em um programa onde se declamava as poesias de Patativa do Assaré e tocava músicas de Luiz Gonzaga. Aprendi com o meu pai, desde criança, a valorizar nossa cultura. Ele um homem da roça que mal sabia esta me passando tais valores.
De mamãe veio o incentivo para o estudo, também não poderia ser diferente, ela lecionou durante 36 anos de sua vida. Uma apaixonada pela profissão.
Hoje, se tem algo que me incomoda é a relação do Nordeste com a imagem pregada durante anos: “o esqueleto de uma vaca morta, um pé de mandacaru e o solo seco e rachado da seca.” Um Nordeste sinônimo de seca e de fome. Não que não tivemos ao longo de nossa história períodos de seca, o que lembra muito o período da imigração de muitos nordestinos para São Paulo. Mas, temos muita riqueza, principalmente no tocante às nossas riquezas culturais, nossas raízes.
O Brasil é um país multicultural e que bom que é assim...

Lucélia Muniz

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