Jornalista
Lucélia Muniz
Ubuntu
Notícias, 25 de outubro de 2026
@luceliamuniz_09 @ubuntunoticias
A participação das pessoas idosas
no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 representa um importante
exercício de cidadania e um momento de reafirmação do compromisso com a
democracia brasileira. Por meio do voto, essa parcela da população tem a oportunidade
de expressar suas escolhas, defender seus direitos e contribuir para a
definição dos rumos políticos e sociais do país.
Mais do que uma obrigação ou um direito eleitoral, o voto é um instrumento de participação social. Para muitos idosos, a trajetória de vida é marcada por transformações políticas, econômicas e culturais que ajudam a compreender a importância das eleições e o valor da liberdade de escolha.
O Senhor Dede Leopoldino aos 95 anos de idade exercendo sua cidadania e mandando um recado: Somos todos responsáveis pelo destino do nosso país! É sobre o futuro dos nossos filhos, netos... é sobre liberdade, soberania, democracia, é sobre dignidade. [SANTANA DO CARIRI-CE]
No Brasil, o voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos, assim como para jovens de 16 e 17 anos e pessoas analfabetas. Para quem tem entre 60 e 70 anos, o voto continua sendo obrigatório, conforme as regras da legislação eleitoral.
“Aos 102 anos, ela foi às urnas hoje e votou com o coração cheio de amor e memória.” A senhora da capa da matéria. [SANTANA DO CARIRI-CE]
Mesmo quando não existe obrigatoriedade, muitos idosos comparecem às urnas por compreenderem que sua participação pode fazer a diferença na construção do futuro do país. Cada voto representa uma manifestação individual de vontade e integra o processo democrático.
“Hoje, ela saiu de casa para exercer seu direito de votar. Aos 92 anos, mostrou que a idade não apaga a consciência, não diminui a coragem e não tira de ninguém o direito de participar da história do seu país.” [CRATO-CE]
Respeito, acessibilidade e
inclusão eleitoral
Garantir a participação dos idosos nas eleições também exige atenção às condições de acessibilidade. Locais de votação acessíveis, atendimento respeitoso, orientação adequada e prioridade nos procedimentos previstos em lei são medidas importantes para assegurar que o exercício do voto aconteça com tranquilidade e autonomia.
“O sorriso de quem atravessou já quase 8 décadas de vida, conheceu o golpe e 21 anos de ditadura, os governos de direita e viu a ascensão de um representante do povo à presidência e há pouco votou pelo maior presidente da história desse país...” [PROFESSOR CÉLIO MENDONÇA]
Familiares, instituições públicas
e a sociedade podem colaborar oferecendo informações confiáveis e apoio no
deslocamento, quando necessário, sem interferir na decisão política de cada
eleitor. A escolha do candidato deve ser livre, consciente e respeitada.
Experiência que fortalece a
cidadania
A presença das pessoas idosas no processo eleitoral reforça que a democracia deve ser construída com a participação de todas as gerações. Suas histórias, experiências e perspectivas fazem parte da diversidade da sociedade brasileira e merecem respeito.
No segundo turno das eleições presidenciais de 2026, a mensagem é clara: a idade não elimina o direito de participar da vida pública. Pelo contrário, a experiência acumulada ao longo dos anos pode contribuir para o diálogo entre gerações e para a reflexão sobre temas como saúde, aposentadoria, assistência social, segurança, educação e qualidade de vida.
Valorizar a participação dos idosos é reconhecer sua dignidade, sua autonomia e seu papel na sociedade. Uma democracia se fortalece quando cada cidadão tem a oportunidade de exercer seus direitos, fazer suas escolhas e participar, de forma livre e consciente, da construção do futuro do Brasil.
“A
democracia também se fortalece com a participação de quem carrega décadas de
história. O voto das pessoas idosas é expressão de cidadania, autonomia e
compromisso com o futuro do Brasil.”















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