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01/04/2026

Ubuntu Notícias entrevista a Escritora Alda Cordeiro autora do poema O JOGO DA BELA FLOR | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 31 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Alda Cordeiro, nasceu no Sítio Olho D’Água de Santa Bárbara, sopé da Chapada do Araripe no município de Nova Olinda interior do Ceará. Desde Criança, gostava de fazer poesias; dom natural oriundo de aboios, isto é, de cantos enfadonhos, lamentosos que eram produzidos pelos seus antepassados para se ter o domínio sobre os seus animais e, que na época do deu pai, o vaqueiro poeta, José Cordeiro, se manifestou em forma de poemas musicados, compostos por seis versos cativantes que por ele eram improvisados e cantados na lida com o seu gado e também nas vaquejadas realizadas na região do Cariri e no estado do Pernambuco, divulgando a cultura do seu município. E brincando de fazer versos, isto é, substituindo as rimas de alguns aboios do seu pai, por palavras que emitiam o mesmo som, surgiu a poetisa Alda Cordeiro.  

Ela é Membro Correspondente da Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni-RJ; figura na Coletânia Imortais VIII da Academia de Letras do Brasil (ALB) – Porto Alegre- RS; Personalidade Talento da Cultura Cratense, reconhecida pelo GEO-Crato-CE. Escritora nova-olindense, reconhecida pela Academia de Letras do Brasil Seccional Regional Araripe-CE. Autora do cordel, Celebração das Aves e do Projeto Arte é Vida;  Ex-Vereadora e Presidente da Assembleia Municipal Constituinte do Município de Nova Olinda-CE.  

ENTREVISTA

UBUNTU NOTÍCIAS - O que quer dizer o  nome   O JOGO DA BELA FLOR?

ALDA CORDEIRO - Diz respeito à um joguinho tradicional de origem francesa, onde o sentimento humano é definido por entre as pétalas da bela flor, uma espécie de margarida, conhecida por Bem-me-quer, mal-me-quer.

UBUNTU NOTÍCIAS - Fale sobre o surgimento e a expansão do seu trabalho  artístico?

ALDA CORDEIRO - O poema O JOGO DA BELA FLOR, surgiu em 28 de junho de 2024, juntamente com a inauguração da Procuradoria Especial da Mulher do município de Nova Olinda-CE. Em 2025, foi aprovado num concurso literário em Porto Alegre-RS, desde  então  figura na VIII Coletânea IMORTAIS  da Academia de Letras do Brasil (ALB), composta por  145 escritores das regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sul e Sudeste do Brasil. Em 2026,  ao ser  reconhecido como ferramenta de desconstrução social,  passou a ocupar um espaço de dignidade e nobreza  na sala da Procuradoria Especial da Mulher do município de Nova Olinda-CE.

UBUNTU NOTÍCIAS - O  que significa    ter  uma  produção literária  sua, reconhecida por uma instituição  que tem por  objetivo proteger, defender  e promover  os direitos da mulher  nova-olindense?

ALDA CORDEIRO - É  gratificante  não    para mim, como também  para todos os artistas da terra. O reconhecimento e a valorização de qualquer obra de arte, é uma forma de identificar e de validar a Literatura Regional no município de Nova Olinda-CE. Desde já, agradeço à  todos, quero dizer  que em meio a intelectualidade   somente quem tem luz própria  é capaz  de enxergar e de celebrar as qualidades  do outro.

O JOGO DA BELA FLOR

Diante da natureza,

Em meio a tanto vigor,

Temos sim, uma ideia,

Do nosso grande valor,

Somos todos iguais,

Únicos e especiais,

Obra do Deus Criador. 

 

Não existe diferença,  

Entre homem e mulher,

Nem o desejo da Flor:   

“Bem-me-quer, mal-me-quer?” 

Em meio a diversidade,  

Não existe prioridade,

A gente é o que é.  

 

Não importa se sou alta,  

Se sou média ou pequena,  

Se sou branca, se sou negra,  

Se sou a gota serena,  

O que vale é o respeito,  

Que a mulher tem por direito,

De entrar ou sair de cena.

 

Direito de ir e vir,

Sem sofrer perseguição,

De ampliar seu espaço,  

Sem pedir opinião,  

Direito de ser mulher, 

De viver como quiser,

Sem dever satisfação.  

 

Não importa se fui Amélia,  

Clemência, Dolores, Glória, 

Esperança, Madalena,  

Piedade ou Vitória,  

O que vale é no presente,  

A mulher ser o agente,   

Produtor da sua história. 

 

O preconceito, o racismo,  

Homofobia, a exclusão,  

O olhar atravessado,  

O falso aperto de mão,  

São trajes de uma cultura,  

Sem alma, sem estrutura, 

Que existe sem ter razão.  

 

Enfim, toda violência,

Seja física, sexual,

Moral, psicológica,

Ou a patrimonial,

São atos de covardia

O Boris Casoy, dizia:

“É vergonha” nacional.

  

Assim sendo, Leitor,  

Balança na tua mão,  

Essa, Bandeira Lilás,  

“L”, de LIBERTAÇÃO,  

E vamos desconstruir,  

Essa cultura que está aí, 

Remando na contramão.  

  

A gente tem que mudar,  

Essa Tal sociedade,  

Para que homem e mulher,  

Vivam com dignidade,  

E um dia nesse País,

Todo casal bem feliz,

Dê Viva a Liberdade.  

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