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19/03/2026

Lembrança afetiva de infância: trançar os cabelos de uma boneca de milho | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 19 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com a quadra chuvosa do inverno vem à tona muitas lembranças das brincadeiras da infância, principalmente de quem cresceu em meio às roças da zona rural dos municípios pequenos do interior. E lá vai mais uma história protagonizada por mim e minha irmã mais nova, Geneana. Quem já teve uma boneca de milho com cabelos trançados vai saber do que eu estou falando.

Fazer tranças nos cabelos de uma boneca de milho é uma brincadeira tradicional e nostálgica do campo, utilizando os estigmas (cabelos) da espiga, que variam de loiros a avermelhados. A técnica envolve separar os fios em três partes e trançá-los, podendo também criar coques ou penteados, simbolizando uma conexão com a natureza e a criatividade infantil. Chegávamos na roça e cada uma escolhia uma “carreira de milho” e começávamos a trançar aqueles fios coloridos. Aquela era a nossa “barbie sertaneja”, pensando em como nomeá-la.

Papai corria e pedia que desfizéssemos as tranças e não entendíamos o porquê. Com o milho ainda envolto na palha, os cabelos que saem pela ponta são divididos em três mechas e trançados, um por cima do outro. Os cabelos avermelhados são populares, e com a unha é possível cortar as pontas ou amassar os fios para criar um efeito cacheado.

É uma lembrança afetiva de infância, comum em casas de vó no interior, onde as crianças criam bonecas com o que a natureza oferece.

Anos depois, conversando com um colega, o professor Clodovanio Silva, da Biologia, ele me explicou o porquê da aflição de papai e seu pedido para a gente desfazer as tranças da boneca do milho.

Fazer tranças nos cabelos da "boneca de milho" (a espiga ainda no pé) é desaconselhado porque atrapalha diretamente a polinização e a formação dos grãos.  Cada fio é um grão: Os "cabelos" do milho são estigmas da flor feminina, e cada um deles está ligado a um futuro grão de milho. Eles servem para capturar o pólen que vem do pendão (a flor masculina no topo) levado pelo vento. Quando os cabelos são trançados ou entrelaçados, eles não conseguem receber o pólen corretamente. Se a fecundação não ocorrer em todos os fios, a espiga resultará em falhas, com menos grãos de milho (espiga "banguela"). 

Portanto, para garantir uma boa colheita, o ideal é deixar os cabelos da espiga livres. Os cabelos da boneca são, na verdade, os estigmas da flor feminina, cada um fertilizando um grão de milho. 

A imaginação de uma criança é livre! Brincar com o que a natureza nos proporciona é mágico! A atividade conecta crianças à roça e ao ciclo do milho de forma simples e criativa. 

15/03/2026

Sempre fui uma pessoa solícita e solidária, pronta para ouvir e enfrentar injustiças e ajudar ao próximo – Brenda França, bacharela em Direito | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 15 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @_brenda_franca

Brenda França Aragão, 23 anos, é filha de Adailto Raimundo Muniz da França, professor de matemática, e de Diana Moreira Aragão. Nasceu na cidade do Crato, embora tenha vivido toda a infância na cidade de Nova Olinda-CE e a partir do ano de 2018 passou a residir na cidade de Juazeiro do Norte-CE.

Hoje, o Ubuntu Notícias, compartilha o depoimento da bacharela em Direito, Brenda França:

A maior parte do meu ensino fundamental foi cursada em escolas públicas de Nova Olinda, nas instituições EEF José de Alencar Alves e EEF Avelino Feitosa. Já o ensino médio foi realizado no 2º Colégio da Polícia Militar do Ceará Coronel Hervano Macedo Júnior (2º CPM-CHMJ), na cidade de Juazeiro do Norte, entre os anos de 2018 e 2020.

Minha jornada no Direito iniciou-se com a aprovação no vestibular 2020.2 da Universidade Regional do Cariri (URCA), no Campus São Miguel, na cidade do Crato-CE. Ingressando na universidade como mulher parda, por meio do sistema de cotas, política afirmativa que enfatizo como um marco de resistência, essencial para garantir a diversidade e a inclusão na universidade.

A vida acadêmica se iniciou em 2021 e finalizado em dezembro de 2025, anos de muita dedicação, vivenciando a prática por meio de estágios realizados na cidade de Juazeiro do Norte, sendo eles na Delegacia de Defesa da Mulher - Juazeiro do Norte e no Escritório de Advocacia Tâmara Soares, a qual permaneço atualmente como Bacharel em Direito, limitando-se às atividades que me cabem na atuação.

O título de Bacharel em Direito foi oficializado com a colação de grau em 05 de março de 2026, encerrando um ciclo de aprendizado para iniciar novos capítulos, levando comigo o conhecimento, a voz e a representatividade. No momento estou estudando para realizar a prova da OAB e também pretendo iniciar uma pós-graduação na área de Direito Previdenciário e na área de Direito de Família.

O encanto pelo Direito me acompanha desde cedo, tanto pela teoria quanto pelas formas de atuação. Mas foi na adolescência, no ensino médio, que essa semente floresceu e decidi seguir na área.

Sempre fui uma pessoa solícita e solidária, pronta para ouvir e enfrentar injustiças e ajudar ao próximo. Com o tempo percebi que no Direito, era o lugar onde eu realmente me encontrava.

O maior desafio dessa trajetória foi conciliar a rotina acadêmica com hobbies, vida social e momentos em família, coisas que não podem ser deixadas de lado, uma rotina que requereu muita organização.

O curso de direito me proporcionou diversas experiências. Aprofundei conhecimentos, tive a oportunidade de participar de grandes eventos e palestras, tive o prazer de conhecer pessoas que se destacam no mundo jurídico, que estiveram presentes durante a minha rotina de estudos. Conheci novas pessoas, reencontrei pessoas, e deixo aqui registrado a minha eterna gratidão aos meus familiares, aos meus amigos e a todas as pessoas que ficaram desde o início dessa jornada ao meu lado que foram uma fonte de apoio para momentos bons e para momentos difíceis.

Assim, destaco a grande oportunidade de ingressar em uma universidade, não apenas sendo um espaço para a realização de um sonho, para uma realização pessoal, mas um espaço que permite a todo e qualquer jovem transformar a sua vida e transformar a vidas das pessoas, tudo isso através da EDUCAÇÃO!

03/03/2026

Como os pequenos laços que construímos tornam o nosso universo gigante | BAÚ DE MEMÓRIAS

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 03 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Geralmente quando se fala em laços no processo de socialização temos os laços humanos, a interação social, a formação do nosso ser... Mas, para mim esses laços são feitos de vivências e por isso resolvi retirar algumas memórias de um baú e trazê-las em forma de narrativas. Talvez a velocidade das minhas lembranças não caiba em um texto, num livro, num vídeo, num slide, mas sigo contando histórias.

Eis aqui mais uma das histórias onde meu pai e eu protagonizamos uma vivência. Ele gostava de criar cavalos e era por assim dizer, um domador destes animais, não era bem um encantador, mas com seu jeito rude os domava e os treinava para corridas, para carregar cargas, para passeio.

Não lembro bem como aconteceu a aquisição de ‘preto’. Ele era um cavalo já com idade avançada, mas formoso e ‘troteador’. Por sua condição, foi destinado para o grupo dos animais que carregavam cargas, mas por algum motivo se tornou o cavalo favorito de uma criança.

Ela ia até o roçado o chamava pelo nome e ele vinha. Não usava cabresto para ir buscá-lo. O encostava num tronco pequeno de uma mangueira, subia nele e cavalgava até em casa. Ele a carregava em seu dorso, ela segurando em suas crinas longas, dava passadas como se trotasse sobre capuchos de algodão. E dali surgiu uma amizade entre uma criança preta e um cavalo preto.

Trabalhávamos na roça pela manhã e no início da tarde íamos até a escola, retornando apenas à tardinha.  Papai, agricultor, domador de cavalos, vivia entre negociações e aquisições de animais. E se percebesse que nos apegávamos aos animais os vendia no horário em que estávamos na escola.

Ele considerava preto, velho e que não servia mais para carregar as cargas e assim o vendeu. Foi um choque quando notei sua ausência. Mamãe como sempre, dava a notícia e pedia para que não chorássemos na frente de papai. Ela costumava usar um ditado popular: “Vão-se os anéis, ficam os dedos!”

Não sei quem foi o comprador de preto nem seu destino, mas através do uso da Inteligência Artificial (IA) o recriei com uma versão minha adulta.  Hoje se fala que o contato das crianças com os cavalos é uma forma de terapia, posso apenas dizer que era um laço, parte da minha infância. Com preto descobri que os cavalos sabem nadar! Quando o levei para dá água em um açude e estava muito calor, este acabou entrando na água e nadando comigo em seu dorso, não desci, porque não sei nadar. Sim...cavalos sabem nadar!

Moral da história: pequenos laços que construímos ao longo da nossa vida, tornam o nosso universo gigante! Preto, obrigada por salvar minha infância, por ser a minha terapia mesmo quando eu não sabia! Preto, te desejo um horizonte dourado florido com girassóis!

“A relação entre cavalos e crianças é uma conexão poderosa que promove o desenvolvimento emocional, físico e social, fomentando responsabilidade, confiança e empatia”.

16/02/2026

Nota de Pesar pelo falecimento do meu primo Cícero Ferreira de França | CUIABÁ-MT

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 16 de fevereiro de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

É com presar que recebemos a notícia do falecimento do meu primo Cícero Ferreira de França que residia em Cuiabá-MT. O velório foi na manhã desta segunda-feira às 7 horas. Religioso da Congregação Cristã no Brasil que veiculou também uma nota de pesar seguida do versículo – “Combateu o bom combate, terminou a carreira e guardou a fé!”

"Combati o bom combate, guardei a fé" (2 Timóteo 4:7) significa que a vida cristã é uma luta espiritual, um esforço constante para viver fiel aos ensinamentos de Jesus, resistindo às tentações e perseguições, e perseverando na fé até o fim, como um atleta que completa sua corrida e um soldado que cumpre seu dever, esperando a recompensa prometida de Deus: a vida eterna, a coroa da justiça.  

Aos demais familiares e amigos fica a minha solidariedade por meio desta nota e um abraço fraterno!

01/02/2026

Padre Anchieta participa pela primeira vez do Caminho da Fé | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 01 de fevereiro de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @padreanchietamic

“Não basta caminhar por caminhar. É um momento de autoconhecimento”. Pe Anchieta

O Caminho da Fé é uma rota de peregrinação brasileira inspirada no Caminho de Santiago de Compostela, que leva ao Santuário Nacional de Aparecida (SP). Com centenas de quilômetros por trilhas e estradas na Serra da Mantiqueira, é percorrido a pé ou de bike, motivados pela fé, reflexão e autoconhecimento. 

Para participar desta experiência inspiradora, espiritual e de autoconhecimento, o Padre Anchieta já vinha se preparando, chegando a caminhar 6km por dia durante o momento de reflexão que este intitula ‘Vem Comigo’ onde realiza suas orações. Com um grupo composto por 35 pessoas, ele percorreu 318km em 12 dias.

A caminhada começava às 6h e se estendia por volta das 18h. Acompanhados por uma equipe de apoio, a noite o grupo parava para descansar em pousadas e logo pela manhã retomavam a caminhada. A caminhada começou no dia 18 de janeiro e o percurso foi concluído no dia 29 de janeiro. Todo dia, o padre, também celebrava em igrejas nas localidades onde tinham um ponto de apoio.

A caminhada que começou em Águas da Prata (SP) se deu em sua maior parte em estrada de chão, onde as pessoas estavam em contato com a natureza. Com sinalização, frases motivacionais, trechos de músicas e passagens bíblicas, o caminho vai se fazendo em meio a promessas e pessoas acolhedoras ao longo do caminho. “É como se o caminho conversasse com a gente”, destaca o Padre Anchieta.

O indaguei de como esta experiência foi significativa para o mesmo. “A gente começa a perceber o que de fato é importante para a vida. Nós não precisamos de muito pra viver”, ressalta.

Na maioria dos dias, caminharam sob a chuva e apenas com uma mochila nas costas, revestidos pela fé e vivendo a experiência. Perguntei o que te fato ele trouxe desta experiência e me respondeu: “A certeza de que Deus sempre está comigo, independente do que aconteça”.

Devoto de Nossa Senhora Aparecida, Padre Anchieta, disse se emocionar ao encontrar um senhor que lhe falou sobre ela o acompanhar neste momento, garantindo sua chegada. Nossa Senhora Aparecida a quem chama de ‘Mãezinha do Céu’ com certeza o conduziu nesta experiência que também se cumpre para o mesmo como um retiro espiritual.  De seus irmãos, o apoio foi enviado em forma de cartas onde o motivamos com palavras. As cartas foram entregues no início da caminhada e foi surpresa.

“Que Deus abençoe cada passo seu e inspire mais e mais pessoas a fazerem o Caminho da Fé”, ressaltou Geneana França. “É com imensa gratidão e carinho que te escrevo essas simples palavras, mas saiba que nelas tem o meu carinho e respeito por você. Estou sabendo da caminhada da fé que irá fazer e quero lhe apoiar e rezar para que Deus lhe encoraje com saúde, paz e tudo de melhor... Deus é contigo e saiba que vai concluir mais esse lindo capítulo de sua vida...”, escreveu Ana Lucia França.

“Quero falar do quanto fico feliz em ver você na sua missão como padre e levando a palavra de Deus para as pessoas. Fazer o Caminho da Fé com certeza será uma experiência espiritual transformadora! E quanta coragem e disposição você tem para seguir caminhando com tanta fé! Isso me deixa muito feliz em vê-lo seguindo em busca de experiências que com certeza teremos a oportunidade de contar no Ubuntu Notícias. Você inspira!”. Assim escrevi em minha carta e aqui estamos contando esta experiência.

21/01/2026

Primos percorrem 15 km para agradecer graça alcançada no Santuário de Benigna | SANTANA DO CARIRI-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 21 de janeiro de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

A caminhada começou por volta das 5 horas desta quarta-feira (21), numa madrugada chuvosa. Os primos Geneana, Tião e Erisvanda reuniram-se em Nova Olinda e caminharam 15 km rumo ao Santuário da Beata Benigna no bairro Inhumas em Santana do Cariri-CE.

Questionados sobre a motivação da caminhada, Erisvanda respondeu que caminharam para agradecer pela saúde da prima Ana Lucia França mais conhecida como Ana da Granja. Ana se recupera de um AVC, após ter saúde debilitada e diagnósticos ocorrido em julho do ano passado.

Geneana, Tião e Erisvanda percorreram os 15 km até o Santuário da Beata Benigna, levaram chuva, fizeram uma parada em frente a imagem localizada logo na entrada de Santana do Cariri com o letreiro de identificação do município. Em seguida concluíram a chegada no santuário e ficaram em oração.

Maria Tereza e Ana Lucia foram busca-los de carro e na ocasião também estiveram no santuário, local onde tomaram café da manhã. Tião nos contou da fé pela menina Benigna, dizendo que já teve várias graças alcançadas.

Geneana que atualmente reside em Campo Grande no Mato Grosso do Sul, organizou para que a caminhada acontecesse com os primos. Eles relataram que a caminhada foi tranquila com motivação e fé. Que a Beata Benigna abençoe nossa família com saúde, paz e prosperidade!

20/01/2026

E quem faz Aniversário hoje em Nova Olinda é o meu primo Tião | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 20 de janeiro de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias     @sebastiao.muniz.56808

E hoje celebramos a vida do meu primo Sebastião Pereira Muniz em Nova Olinda-CE. Tião é professor aposentado e uma pessoa muito querida. Tião, um feliz aniversário! Prosperidade e muitas bênçãos! Parabéns!

E quem também apaga as velinhas hoje é – Maria Romelia Pereira Santos, Cicinha Moura, Sebastião Lino, Edivania Correia, Valda Soares Ribeiro, Mikaelly Fernandes, Rosangela Reis França, Pedro Victor Veloso, Marlene Alencar, Higor Ferreira – a quem deixo registrado os meus parabéns e votos de muitas felicidades, saúde e prosperidade!

03/12/2025

Jubileu dos 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 03 de dezembro de 2025

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @veracordeiro7

Este ano celebra-se o jubileu dos 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, iniciada em 1950 pelo Venerável João Luiz Pozzobon. As comemorações celebraram a fé, o amor e a missão de levar a imagem de Maria às famílias, escolas, hospitais e comunidades pelo mundo todo. 

Em 2025, a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt celebrou 75 anos desde sua fundação. A campanha começou em 1950, quando o Venerável João Luiz Pozzobon recebeu a imagem da Mãe e Rainha de Schoenstatt e começou a levá-la de casa em casa como uma missão pessoal.

A campanha se transformou em um apostolado mundial de evangelização, e a celebração de 75 anos foi um marco para a renovação do compromisso de continuar esse trabalho de levar a presença de Maria e Cristo para as famílias.

Diversas paróquias e comunidades católicas ao redor do mundo realizaram missas, procissões e outros eventos para celebrar o jubileu. Em setembro de 2025, ocorreu um encontro internacional em Santa Maria no Rio Grande do Sul, onde tudo começou. 

18/11/2025

Professora e Jornalista, Lucélia Muniz, recebe Título de Doutora pela ALB | NOVA OLINDA-CE

Redação Ubuntu Notícias, 18 de novembro de 2025

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Na noite do sábado (15), no município de Araripe-CE em evento da ALB regional, a Professora e Jornalista Lucélia Muniz, cadeira 35 da Academia de Letras do Brasil/Seccional Regional Araripe-CE, recebeu o Título de Doutora ‘Escritora da Ordem de Platão’. A diplomação concedida pela Academia de Letras do Brasil da Ordem de Platão segue os Pressupostos e Prerrogativas Estaduais da Seccional Ceará, consagrando-lhe o Mérito Ph.I. Philosophos Immortalem, por força de sua expressão literária de repercussões Internacionais, assentando-se à cadeira da referida Academia.

Ao receber a diplomação das mãos do Presidente Luiz Aldir da Silva da ALB/Seccional Ceará, a Dra Lucélia Muniz, fez um discurso dedicando a titulação a todas as mulheres que compõe a ALB Araripe e em especial a todas as mulheres negras, lembrando estarmos no mês de novembro onde se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra. Ainda dedicou o referido título a sua mãe, patrona desta, a Senhora Maria Constância da França Muniz. Pelas redes sociais fez uma dedicação a todos/todas que contribuem direto e indiretamente para o seu crescimento pessoal e profissional.

O Título, Indicação e Emissão é Exclusiva da Presidência Nacional e Estadual da ALB – um Reconhecimento no Âmbito Internacional da Organização ALB–Instituição de Cultura Internacionalmente Constituída pelo CONALB-CONSELHO NACIONAL DAS ACADEMIAS DE LETRAS DO BRASIL.

“Que lindo, minha Confreira e preclara amiga, Imortal, Lucélia Muniz. Feliz com o sucesso do evento e sua meritória diplomação na ‘Ordem Máxima de Platão'. Lembre sempre - não basta 'estar'. Mas, isto sim 'Ser'. Estar é efêmero e passageiro. Ser, é eterno e infinito. Veementes aplausos pela meritória titulação, nobre Confreira, Imortal, Dra. Lucélia Muniz!”, pontuou Dr Mário Carabajal, presidente ALB Nacional. 

Lucélia Muniz da França é filha da professora e artesã, Maria Constância da França Muniz (In Memoriam) e do agricultor Antonio Cardoso Muniz (In Memoriam). Natural do município de Nova Olinda-CE, exerce à docência neste mesmo município. Jornalista – Administradora do Portal de Comunicação Ubuntu Notícias; Escritora - Cadeira 35 da Academia de Letras do Brasil/Seccional Regional Araripe-CE; Bacharel em Ciências Econômicas com habilitação em Matemática pela Universidade Regional do Cariri-URCA. Especialização em Matemática e Física pela Faculdade de Juazeiro do Norte-FJN; e em Gestão de Negócio e Marketing pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci-UNIASSELVI.

PUBLICAÇÕES

Poesia “Minha Alma” na “Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos” publicada no ano de 2013 através da Editora Pimenta Malagueta e do Clube de Autores;

Pesquisa biográfica sobre sua Patrona: a Professora e Artesã Maria Constância da França Muniz, na Coletânea “Patronos” Volume I, publicada pela Academia de Letras do Brasil/Seccional Regional Araripe-CE no ano de 2018;

Crônica “Despertar” publicada pela Academia de Letras do Brasil (ALB) na Coletânea Imortais III através da Editora Alternativa no ano de 2019;

Poesia “A esperança não usa botas” publicada através da Vivara Editora na Antologia Poética – Poesia Livre 2020;

Poesia "Ressignificar" publicada pela Lura Editorial no ano de 2022;

E-book Seminário DoCEntes: Anais 2022. MEDICINA POPULAR: a experiência do canteiro de plantas medicinais “Zé Manga” da EEMTI Padre Luís Filgueiras de Nova Olinda-CE publicado através da Coordenadoria Estadual de Formação Docente e Educação a Distância/SEDUC em 2023;

Contribuição com matérias para a ‘Revista Acadêmica do Cariri Oeste’ Edições 2023 e 2025 pela Academia de Letras do Brasil/Seccional Regional Araripe-CE.

TÍTULOS | CONQUISTAS | HOMENAGENS

Comenda ‘Benfeitores do Cariri’ concedida pela Academia de Letras do Brasil/Seccional Regional Araripe-CE (2019);

Título de QUALIFICAÇÃO e REFERÊNCIA, POLÍMATA - promovido e entregue pela Filos Editora, Academia Independente de Letras (AIL) e Ordem Literária SCRIPTORIUM (2023);

Autobiografia publicada no Museu da Pessoa - museu digital e colaborativo de histórias de vida (2023);

Registro Profissional como Jornalista emitido através do Ministério do Trabalho e Emprego sob o número 0004886/CE, documento valido em todo território nacional (2023);

Membro da Associação Brasileira dos Jornalistas-ABJ (2024);

Título de "Escritora Maximum Cultus" pela produção na coletânea Patrono I e pelo Portal de Comunicação Ubuntu Notícias pela Academia de Letras do Brasil/Seccional Regional Araripe-CE (2024).

05/11/2025

A experiência conduzida pelas vivências: desafios e aprendizados | BAÚ DE MEMÓRIAS

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 05 de novembro de 2025

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Todas as minhas histórias, principalmente as da infância, contam com duas protagonistas: eu (Lucélia) e a minha irmã mais nova, Geneana. Vivemos momentos felizes, passamos por muitos obstáculos, mas caminhamos lado a lado durante boa parte da nossa vida.

Quando crianças, filhas de uma professora e de um agricultor, trabalhávamos na roça pela manhã para atender as expectativas de papai e a tarde estudávamos dado o incentivo e a motivação passados por mamãe. Como trabalhávamos na roça, as tarefas domésticas eram relegadas a outra irmã e assim pouco sabíamos de como cuidar de uma casa, como cozinhar, por exemplo. Somos apegadas a natureza e aos animais e isso é fruto das nossas vivências lá da infância.

Quando a nossa mãe foi diagnosticada com câncer de mama, tínhamos 13 anos (eu) e a minha irmã Geneana, 12 anos de idade. Tínhamos dois irmãos que faziam faculdade e trabalhavam, dois já estavam casados, um morava fora e mamãe cuidava da casa.

Com o diagnóstico da doença de mamãe e sua rotina nos hospitais, eu e a minha irmã Geneana tivemos que deixar o trabalho na roça para cuidar das atribuições de uma casa. E não foi nada fácil. Um trabalho árduo e que não tínhamos a mínima noção de como fazê-lo.

Fritar um ovo chegava a ser uma chuva de gordura quente nas mãos, porque não sabíamos que precisava colocar a frigideira em fogo baixo para a gordura não ficar tão quente. O arroz da roça, descascado na máquina de pilar, virava uma espécie de mingau, porque colocávamos muita água e cozinhava demais.

Papai era um homem rude, mas ele até tentou nos ensinar a fritar um ovo. Para ele a comida tinha que ser bem preparada, bem servida e ele tinha até um local específico para sentar-se à mesa. Pois bem, num certo dia ele nos pediu para preparar uma galinha caipira.

Esse dia ficou marcado. Primeiro ficamos com pena de matar a galinha. Sangrar estava fora de cogitação, então pensamos em puxar o pescoço. Minha irmã Geneana disse que não conseguia, mas como íamos dizer a papai? Então, olhei de lado e puxei o pescoço da galinha. A mergulhamos numa panela de água quente e fomos retirar as penas e não é que ficaram “os tais dos canhões”.

E como partir a galinha para colocar os pedaços para cozinhar? Peguei uma faca e abri pelo peito a deixando estraçalhada. Acredito que até o fel foi junto com os pedaços para cozinhar. Não vou falar dos temperos, porque foi mais um desastre a parte. Quando tiramos a panela do fogo, os pedaços da galinha “nadavam no caldo”.

Papai chegou, sentou-se à mesa como de costume e nós fomos servir o almoço. Era um dia de sábado. Sobre a galinha? Estava horrível e mal preparada. Esperamos uma bronca, deu para tremer de medo, mas o inesperado aconteceu. Papai ficou em silêncio e se alimentou da galinha e não reclamou. Nós éramos crianças com um desafio – cozinhar, cuidar da casa. Se fosse para cuidar da roça, nossa vivência diária, possivelmente nos saíssemos melhor.

Moral da história

Ensine antes de cobrar! Não reclame demasiadamente para quem está fazendo algo pela primeira vez! Alguém precisa dá a primeira oportunidade para as pessoas ganharem experiência!

18/03/2025

Nova-olindense, Carlos Muniz, agora é Mestre em Diversidade Biológica e Recursos Naturais pela URCA | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 18 de março de 2025

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @muni_zcarlos

Carlos Antonio Muniz Martins, agora é Professor Mestre, pela Universidade Regional do Cariri-URCA. Este que é filho da agricultora Maria Martins da Silva Melo residente no Sítio Barreiros localizado no município de Nova Olinda, e do também agricultor Antonio Cardoso Muniz (In Memoriam).

Toda sua jornada escolar se deu em escola pública, concluindo o ensino fundamental na Escola Municipal Avelino Feitosa e o ensino Médio na atual EEMTI Padre Luís Filgueiras de Nova Olinda. Ingressou na Universidade Regional do Cariri-URCA via vestibular com ampla concorrência e graduou-se em Licenciatura em Ciências Biológicas. 

Na graduação foi bolsista pela FUNCAP-Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, desenvolvendo pesquisas em diversas áreas da biodiversidade. Neste período publicou vários artigos científicos em revistas nacionais e internacionais, sendo o autor da descoberta de uma nova espécie – um caranguejo de água doce.

Logo após a conclusão da graduação no ano de 2022, ingressou no Mestrado em Diversidade Biológica e Recursos Naturais pela URCA via seleção, voltando novamente a ser bolsista, desta vez pela CAPES-Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. 

Sua pesquisa foi voltada para a descoberta de aspectos da história de vida do ‘Guajá do Araripe’ – caranguejo de água doce endêmico, presente nos municípios de Barbalha e Missão Velha no Estado do Ceará. “Apesar de minha jornada educacional ter sido difícil, vejo que estudar é e sempre será o caminho”, ressalta Me. Carlos.

Iniciou sua vida na docência no ano passado, na Escola Municipal Pedro Felício no município de Crato-CE. Recentemente participou da seleção da Seduc, passando a exercer a docência na EEMTI Padre Luís Filgueiras onde concluiu seu ensino médio. “Um retorno para casa, após quase 10 anos. Estou revivendo a minha época de estudante, porém como professor”, destaca.


22/02/2025

Depoimento da mãe Suilane França para o filho Yago Wildy | AQUIDAUANA-MS

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 22 de fevereiro de 2025

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @suh.yago

Hoje me deparei com o depoimento de uma mãe, a Suilane França, para o seu filho, o judoca, Yago Wildy de França S. Martins.

Segue o depoimento

Para o meu Primogênito,

Ser mãe não é apenas celebrar as conquistas, mas também oferecer suporte nas dificuldades. Quando ele ficou doente pela primeira vez, eu senti o desespero de vê-lo vulnerável. Porém, ao mesmo tempo, nasceu em mim uma força que eu nem sabia que existia. Foi nesse momento que percebi o quanto estar ao lado dele, apoiando-o, era a minha missão mais importante.

Conforme meu filho crescia, outros desafios surgiam. Ele enfrentava certas situações na escola, fosse algum problema com colegas ou dificuldades em determinadas matérias. Mesmo nos dias em que ele voltava para casa com o semblante abatido, percebi que havia uma vontade de superação dentro dele, um desejo genuíno de contornar cada obstáculo.

Esse espírito batalhador me ensinou muito sobre resiliência. Em vez de se deixar abater, ele buscava forças até nas derrotas. Sempre que superava um desafio, víamos juntos que a cada queda nascia uma chance de reerguer-se mais forte. E assim ele segue, se tornando cada vez mais forte e meu coração de mãe se enche de orgulho.

"O maior presente que uma mãe pode receber é ver seu filho crescer com bondade e coragem”.

O campeão do meu 💓Yago Wildy.

Suilane França é mãe dos atletas - Yago Wildy e do Lucas Gabriel.

26/01/2025

Profissão perpétua da nova-olindense Irmã Maria Carla Samara | SÃO PAULO-SP

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 26 de janeiro de 2025

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias     @agostinianasoficial

Na noite do sábado (25), às 20h30 na Capela de Santo Agostinho do Recanto Tagaste em São Paulo, aconteceu a celebração da Primeira profissão religiosa e Profissão Perpétua, presidida pelo Bispo da congregação.

Na ocasião, a nova-olindense Irmã Maria Carla Samara Veloso da França, que desde a infância reside em Cuiabá-MT, filha de José Amilton (Zé Belo) e Socorro Veloso, professou diante de Deus, seus votos perpétuos. Esta integra as ‘Irmãs Agostinianas Servas de Jesus e Maria’ sob as bênçãos da Venerável Madre Maria Teresa Spinelli.

Para a ‘Primeira Profissão e Vestição Religiosa’ participaram: Fernanda Schmitz Ribeiro, Larissa Mendes Ferreira, e Camyla Nunes Correia Santiago. E, na ‘Profissão Perpétua’, a Irmã Maria Carla Samara Veloso da França.

A celebração teve duração de cerca de 2h30, nos encheu de emoção, e para nossa família é graça junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo. Para a agora, Irmã Maria Carla Samara, rogo a Deus para abençoar sua jornada vocacional.

O tio Padre Anchieta e as tias Geneana e Gorete se fizeram presentes a este momento de fé e graça em nossa família, bem como a mãe Socorro e os irmão Wellington e Wallyson. As tias Ana Lucia, Luciana e eu (Lucélia), e a madrinha Rosangela, acompanhamos através de uma transmissão pelo YouTube.

“Que o Senhor Jesus, Santa Terezinha, São José e a Venerável Madre Maria Teresa Spinelli te fortaleça, guie seus passos e derrame sobre ti bênçãos divinas. Que a bondade de Deus se manifeste em cada detalhe da sua vida, nessa linda missão fraterna. O amor de Deus é evidente em sua vida, e hoje é o momento de celebrar as maravilhas que Ele já realizou e ainda realizará na tua caminhada religiosa. Acredito que a alegria dos seus votos, também, contempla os que ora descansam na eternidade - seu pai e avós paternos. Rogo a Deus pela sua vocação e religiosidade”, escreveu Luciana França.

Os votos perpétuos de uma freira são a adesão definitiva dela a uma ordem ou congregação religiosa. É um momento de celebração e consagração, que marca o início de uma vida religiosa plena e comprometida.