Jornalista
Lucélia Muniz
Ubuntu
Notícias, 01 de março de 2026
@luceliamuniz_09 @ubuntunoticias
Com
Informações de @mentalidadesmatematicas
Quando você usa o celular para encontrar um endereço, acompanhar uma entrega ou chamar um carro por aplicativo, está usando o GPS — Sistema de Posicionamento Global. O que muita gente não sabe é que essa tecnologia existe graças ao trabalho de uma matemática: Gladys West.
Gladys nasceu em 1930, numa área rural dos Estados Unidos. Desde cedo, ela
entendeu que a educação seria o caminho para uma vida além da lavoura. Seu
desempenho no Ensino Médio lhe garantiu uma bolsa na Universidade Estadual da
Virgínia, onde se formou e fez mestrado em Matemática — um território
predominantemente masculino.
Ela foi a segunda mulher negra a integrar a equipe científica da Base Naval de
Dahlgren, da Marinha americana. Com papel e caneta, preparava as funções
matemáticas para que enormes computadores interpretassem dados como os do
Seasat, o primeiro satélite projetado para atuar nos oceanos. Através dos
cálculos, era possível medir a temperatura da água dos oceanos, a altura das
ondas, a topografia do fundo do mar… Era comum que os computadores da época
cometessem erros; então, à equipe de cientistas, cabia revisar os resultados e
refinar os cálculos. Gladys também trabalhou na programação do computador IBM
7030, com algoritmos precisos, que calculavam com extrema precisão o formato da
Terra. Foi esse modelo que, mais tarde, se tornou a base do sistema de
geolocalização que usamos hoje.
Apesar de sua contribuição fundamental, seu trabalho permaneceu pouco
reconhecido por décadas. Após se aposentar, em 1998, Gladys seguiu estudando:
aos 70 anos, iniciou um doutorado, mesmo lidando com as sequelas de um AVC. Em
2018, graças a uma colega de faculdade, sua trajetória começou a ser divulgada,
até que, em dezembro daquele ano, ela foi homenageada no Hall da Fama da Força
Aérea dos EUA.
Gladys West faleceu em 17 de janeiro de 2026, mas seu legado segue vivo.
Como ela mesma disse: “O mundo está se
abrindo um pouco e facilitando a vida das mulheres. Mas elas ainda precisam
lutar”.








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