terça-feira, 7 de junho de 2016

MAKEDA - Histórias de Rainhas africanas

"Histórias de rainhas africanas, guerreiras onde cada uma em seu tempo comandaram impérios mostrando ao mundo durante todos esses quase 10 mil anos de existência da humanidade a força, a garra e a beleza da Mulher Negra". (UNEGRO - RJ)

Somos todas Rainhas!!!

Elaborado por Shaira Leiza em 08/03/2016

MAKEDA
A misteriosa Makeda (o nome de Sabá) nasceu em 1020 a. C., em Ophir, um porto mencionado na Bíblia e que se pensa ter-se situado em algum lugar no Iémen. Makeda foi educada na Etiópia e quando o seu pai morreu, em 1005 a. C., ela tornou-se rainha aos quinze anos, tendo governado durante quarenta, apesar de outros relatos falarem apenas de um reinado de seis anos. De acordo com o relato bíblico [...] depois de se encontrar com o grande rei [Salomão], ela ficara impressionada com a sua sabedoria, presenteando-o com ricas oferendas. Por sua vez, Salomão oferece-lhe grandes tesouros e «tudo o que ela desejou», após isso ela teria regressado ao seu país. Esta é, em essência, a história de Salomão e da rainha de Sabá.

RAINHA DE SABÁ
A Rainha de Sabá possui significados e denominações diferentes para diversos povos do norte da África e do Oriente Médio. Os etíopes a chamam de Makeda, os muçulmanos a chamam de Balkis ou Bilkis e os romanos a chamavam de Nicaula. Mas o nome que ficou mais famoso na história veio em decorrência da denominação que o famoso rei Salomão, de Israel, a atribuiu, Rainha de Sabá.

Mas, independentemente da diferença de nomeação, Torá, Bíblia e Alcorão concordam que ela foi uma soberana de significativa importância para o Reino de Sabá, que incluía os territórios da Etiópia e do Iêmen. Acredita-se, contudo, que ela tenha vivido no século X antes de Cristo.

A Torá relata que a Rainha de Sabá teria viajado cheia de presentes até o Rei Salomão após ouvir histórias sobre ele. Ela tinha a intenção de testar sua sabedoria e acabou ficando maravilhada com o conhecimento do rei de Israel. Os etíopes afirmam que Salomão conquistou e engravidou a rainha nesse encontro. Dessa relação teria surgido a linhagem de imperadores do povo da Etiópia.

A Rainha de Sabá é a mãe da família imperial etíope. Sua relação com Salomão é detalhada em um importante texto da cultura daquele povo, o Kebra Negast. O filho do casal, Menelik I, foi o primeiro imperador da Etiópia.

No que tange a cultura medieval, a Rainha de Sabá é personagem importante para uma das versões sobre a lendária Arca da Aliança. De acordo com o que é relatado também pela cultura etíope, na volta para casa, a Rainha de Sabá teria levado consigo a Arca da Aliança, que era protegida por Salomão em seu templo durante muitos anos.

A lenda diz que a Arca da Aliança é a presença de Deus na Terra e que o responsável por protegê-la possui muita prosperidade. De acordo com esta versão, o templo de Salomão teria ruído após a levada da Arca da Aliança e a presença desta no Império Etíope teria feito dele um dos maiores impérios do mundo durante vários anos, vencendo todas as guerras e os inimigos. Mas é importante ressaltar que esta é apenas uma das versões sobre a lendária Arca da Aliança.

Para além dos relatos religiosos de diferentes orientações, pesquisas arqueológicas têm descoberto mais informações sobre a Rainha de Sabá. Apontamentos recentes relatos baseados em escavações no Iêmen mostrando que a Rainha de Sabá muito provavelmente teria sido a monarca da Arábia Meridional também. Há evidências de que a própria capital do Reino de Sabá era na região.

A Rainha de Sabá reinou sobre os territórios do Iêmen e da Etiópia, então é provável que tenha sido negra e não branca como tantas atrizes que a interpretaram.

Indicação de vídeo:Documentário A Rainha de Sabá

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