terça-feira, 21 de abril de 2015

SERTÃO



Mantenho o meu olhar no bravo sertão,
àquele povo crente e iluminado.
Latir de cães, mugir de gado...
Entre nós há uma infinita ligação.

Acorda o sertão completo em infinita claridão,
trabalha duro, pois é povo empolgado.
Tão dura vida, rápido descanso... 

O prado, o romper do sol, fé, devoção...

Sertão divino da minha antiga aurora,
espaço de fome, terreno abandonado,
que faz o seu descendente ir embora.

Mas mesmo assim o meu amor se expande
e tenho esse olhar apaixonado,
esse menino que lá viveu, na casa grande.

2 comentários:

  1. Como você é generosa, Lucélia Muniz, postar meu poema em seu blog. Você, sempre comprometida com o Nordeste e com a sabedoria de modo geral. Uma intelectual apaixonada pela arte e pela literatura... Só tenho mesmo a agradecer. Obrigado mesmo! Um abraço.

    ResponderExcluir
  2. Eu que agradeço amigo!!! Com suas crônicas e poesias você tem resgatado a nossa identidade histórica e cultural!!! Um grande abraço!!!

    ResponderExcluir

Grata pelo comentário! Volte sempre! :)