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04/11/2026

A escritora caririense Alda Cordeiro canta e encanta a ExpoNova em forma de versos| NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 04 de novembro de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias     @aldacordeiro0

Cordel ExpoNova


Nova Olinda tá em festa,             

É a ExpoNova em ação,           

O Cariri Leste-Oeste    

Está aqui na região,                 

Veio sim, prestigiar,              

Expor, vender ou comprar                                

Produtos na exposição.


Minha gente, a ExpoNova        

É de imensurável valor      

Para o forte crescimento     

Sustentável do produtor,       

Do pequeno até o grande,      

Ela promove e expande    

Atributos de um gestor.


Esse símbolo de progresso                         

E de desenvolvimento          

Enobrece Nova Olinda,             

Fortalece o sentimento             

De um povo trabalhador                     

Que com orgulho e vigor         

Produz com alma o sustento.


Veja lá o Zé Artur,                  

O mestre fenomenal,                

Que implantou no sítio Patos                               

O sistema agroflorestal,          

Tudo o que tem nesse chão,                                     

Frutos, hortaliças e grãos     

É de origem natural.


Aqui, o artesanato          

É fonte de informação,          

É herança ancestral             

Que traz consigo o artesão,                            

Esse artista abençoado        

Resgata lá no passado        

Do seu povo: a tradição.


Daí, vem a arte em couro,     

Em pedra bruta, em madeira,                                  

Em barro, pneus, em palha,                                          

Arte em pano e a sucateira,                                    

Arte em Pedra Cariri,               

Arte em crochê, tem aqui,                 

E até cordel tem na feira.


Na Vila Alta, a mestra Dinha,        

De forma artesanal,             

Produz varandas e redes         

No seu tear manual,                      

E, em meio a arte modesta,                                 

Tem Angelina, a mestra,          

Do reisado original.


Minha gente, a ExpoNova         

Fomenta aqui nesse chão           

Agricultura familiar,               

Agronegócio, exposição,                

E, de forma inteligente,                    

Resgata da nossa gente           

A Cultura e a tradição.


Bem ali, no Olho D'água,             

De origem ancestral,              

Tem a mestra raizeira,              

Dona Antônia, a magistral,         

A guardiã do saber               

Tradicional do poder            

Da flora medicinal.


E, no meio da multidão,            

Rondando pra lá e pra cá,           

Tem a cidade e o campo         

Ocupando o mesmo lugar,     

Aqui, todo mundo é igual,

Gente, ave e animal

É a ExpoNova no ar.


Nova Olinda é terra boa,            

Lugar de prosperidade,                     

O Memorial Casa Grande,          

Pra nossa felicidade,                 

É a pedra angular,                    

A raiz do novo olhar             

Do povo dessa cidade.


A pedra Cariri                          

Representa nosso ouro,          

O mestre Expedito Seleiro                                           

Tem na sua alma um tesouro,                                      

E, assim, fez da nossa cidade,

No Cariri, uma celebridade,                           

A Capital da Arte em Couro.


E, lá no pé da Chapada,    

Tem a lenda de um guerreiro,                                    

Um caboclo nordestino           

De nome José Cordeiro,                

O mito, o aboiador,                    

Que em Nova Olinda implantou                

A Profissão de Vaqueiro.


E, aqui termino esse verso                                         

Dizendo para o leitor            

Que sou lá do pé da serra

Do Araripe, sim, Senhor!


No Olho D’Água da Santa Bárbara,

Sou raiz e aqui estou,

Minha alma é sertaneja

E canta em verso a grandeza

Desse chão que me criou.


A bela Ponte de Pedra

É o nosso cartão postal,

Todo o Cariri conhece

Esse símbolo regional

Que difunde o pé da serra

Do Araripe, a minha terra,

No campo internacional.

Da Chapada do Araripe para o Mundo: A Poesia que Nasceu dos Aboios

Desde criança, a pequena poetisa do sítio Olho D'água de Santa Bárbara, como era conhecida, gostava de fazer poesias. Dom natural oriundo de cantos lamentosos que seus antepassados usavam para guiar os animais.

Essa tradição familiar ganhou força na voz do seu pai, o mestre José Cordeiro, conhecido culturalmente como "O Vaqueiro Aboiador do Cariri Oeste", por propagar a identidade do seu município mundo afora através dos aboios - versos musicados que eram improvisados e cantados por ele nas vaquejadas realizadas no estado de Pernambuco e em todo o Cariri cearense.

Foi justamente brincando com essas métricas paternas, trocando palavras e experimentando novos sons, que Alda Cordeiro lapidou sua própria identidade.

Da lida do gado e do eco dos aboios do seu pai, na Chapada do Araripe, nasceu a poetisa e cordelista que hoje propaga a riqueza cultural da sua terra.

Ela é Membro  Correspondente da Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni-RJ; conquistou  o  1º lugar num concurso de literatura promovido pela  SECULT-CE; figura nas coletâneas: ESCRITORES BRASILEIROS-RJ; II PRÊMIO CEARÁ DE LITERATURA, Fortaleza-CE; IMORTAIS VIII  da Academia de Letras do Brasil  ( ALB )/Porto Alegre-RS; foi nomeada  Personalidade  Talento  da cultura cratense; escritora novaolindense, reconhecida pela Academia de Letras do Brasil/Seccional Regional Araripe-CE; autora do projeto  Arte  é  Vida; do cordel Celebração das Aves  e do poema  O Jogo da Bela Flor,  obra  de relevância cultural, afixada na  sede da  Procuradoria Especial da Mulher do município de  Nova Olinda CE, importante ferramenta de desconstrução social.

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