Jornalista
Lucélia Muniz
Ubuntu
Notícias, 07 de setembro de 2026
@luceliamuniz_09
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No final da tarde do sábado (05), escolas municipais e estaduais do município de Assaré-CE participaram do tradicional Desfile Cívico em alusão a data do 07 de setembro. A Escola Estadual de Educação Profissional Antonia Nedina Onofre de Paiva inaugurada em 22 de outubro de 2014 foi uma das instituições de ensino que garantiram presença fazendo o encerramento deste momento cívico.
A escola conta hoje com uma matrícula de 456 alunos, formando profissionais técnicos em Administração, Agropecuária, Informática, Desenho de Construção Civil e Design de Interior.
O núcleo gestor é formado pela Diretora Escolar Meiriane Alves e pelos coordenadores escolares Antonio Carlos da Silva, Ivaneide Brito e Carlos Renir. A secretária escolar é Luciana Feitosa e o assessor financeiro é William Adriano.
Com a temática “O ENSINO PROFISSIONAL TECENDO UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA COM RESPEITO, INCLUSÃO E EQUIDADE”, a referida instituição de ensino destacou o poder da educação profissional como pilar de transformação social, formando cidadãos preparados para o mercado de trabalho e conscientes do seu papel na construção de um Brasil mais justo e independente.
No 2º pelotão temático foi apresentado a reflexão “Educação Insurgente: tecendo saberes antirracistas, para construir novo sentidos” onde a escola se apresentou como um grande tear. No entrelaçamento de saberes, trajetórias, identidades, corpos e vozes, estudantes teceram pelas principais ruas do município uma educação viva, marcada pelo respeito e pela valorização das diversidades.
À frente deste pelotão, um Livro — o fio do conhecimento. Dele, desprenderam-se fios coloridos que representaram a pluralidade, atravessando os estudantes e guiando caminhos. Momento de uma homenagem marcante as tecelãs e os tecelões da História: pensadores e teóricas de Assaré, do Cariri, do Brasil e do Mundo, cujas vozes sustentam saberes insurgentes e práticas pedagógicas antirracistas.
Logo atrás, um Lápis - ferramenta que escreve histórias plurais. Representa as vivências e as práticas reais da Escola Antonia Nedina, capazes de desestabilizar estruturas de dominação e transformar realidades.
Encerrando este pelotão, a estudante Esmeralda Viana desfilou como uma Realeza Africana, simbolizando o protagonismo negro, as desaprendizagens necessárias e as mudanças de perspectiva que a educação antirracista geram na juventude. Esmeralda, estudante integrante da Vivência — Ceará: Território Negro (2026), entoou a música “14 de Maio de Lazzo Matumbi”.
É na escola que aprendemos que cada pessoa possui uma história,
uma cultura, uma identidade e uma dignidade que devem ser respeitadas. Esta foi
a mensagem levada pela EEEP Antonia Nedina Onofre de Paiva.




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