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15/02/2026

Carolina de Jesus: a escrevivência como ato de resistência

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 15 de fevereiro de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações de @dicashistoricas

"A favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos." - "Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada" (1960)

Esta frase de Carolina Maria de Jesus não é apenas um desabafo; é uma análise sociológica profunda sobre a estrutura urbana e social do Brasil.

Ler a obra ‘Quarto de Despejo’ é percorrer a trajetória de uma mulher que não apenas viveu a margem, mas fez dela o centro de uma narrativa literária que conquistou o mundo.

Explorar a escrevivência de Carolina é o ato de transformar a vivência em escrita como forma de testemunho e resistência.

Ela nos mostrou que o papel catado no lixo poderia se tornar o arquivo da memória nacional, registrando o que a "sala de visitas" da elite brasileira insistia em ignorar.

Quem foi Carolina Maria de Jesus?

Muito além de um fenômeno editorial dos anos 1960, Carolina foi uma intelectual polifônica. Poetisa, compositora e cronista, ela documentou a "cor amarela da fome" com uma lucidez que ainda hoje nos provoca.


Como uma mãe solo e catadora de papel conseguiu ser traduzida para mais de 15 idiomas?

A resposta reside na crueza e na verdade de sua letra.

Seu legado desafia os marcos do nosso Modernismo e nos obriga a olhar para a produção cultural que nasce da necessidade e da urgência.


Carolina provou que a periferia não é apenas um lugar de carência, mas um território de potência intelectual e criativa.

Pesquisa, organização e conteúdo: @fabricio_sg / @dicashistoricas

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