quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Projeto aCORde uma voz tem culminância no dia da Consciência Negra na Escola Padre Luís Filgueiras de Nova Olinda

Lucélia Muniz
Ubuntu Notícias, 21 de novembro de 2018
Durante a terça-feira (20), alunos e profissionais realizaram a culminância de um projeto que integra as atividades desenvolvidas na EEM PADRE LUÍS FILGUEIRAS com foco no Dia Nacional da Consciência Negra. Com o Tema - aCORde uma voz, o projeto foi desenvolvido de forma interdisciplinar, envolvendo as disciplinas de História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Língua Portuguesa, Artes, Educação Física, Inglês e Biologia, tendo como público alvo os alunos do Ensino Médio da referida escola.
De acordo com a problemática citada no Projeto: “O Brasil, no aspecto legal, teve uma postura ativa e permissiva diante da discriminação e do racismo que atinge a população afrodescendente brasileira até hoje. Nesse sentido, ao analisar os dados que apontam as desigualdades entre brancos e negros, constatou-se a necessidade de políticas específicas que revertam o atual quadro. Em meio à diversidade de valores e culturas a que estamos inseridos, faz-se necessário repensarmos nossas ações diante das atitudes de desrespeito com os afrodescendentes que formam a maioria da população brasileira, sendo historicamente discriminados e desrespeitados em suas raízes e manifestações. Assim sendo, percebe-se a necessidade de um trabalho constante, proporcionando debates, momentos de reflexão e valorização da cultura africana, compreendendo sua importância para diálogo e convivência harmônica com a diversidade”.
O Projeto tem como justificativa: Promover uma educação ética, voltada para o respeito e convívio harmônico com a diversidade, devendo-se partir do estudo de temáticas significativas, que propiciem condições para que os alunos desenvolvam sua capacidade dialógica, tornem-se conscientes de suas raízes históricas que ajudaram e ajudam a constituir a cultura e formação da nação brasileira.  
Em cumprimento a Lei nº 9.394/96 em seu artigo 26-A (c/ redação determinada pela Lei nº 10.639/03) "Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-brasileira”. Para promover a releitura da História do mundo africano, sua cultura e os reflexos sobre a vida dos afro-brasileiros em geral, rompendo com o modelo vigente na sociedade brasileira, garantindo a cidadania e a igualdade racial. 
Uma sociedade democrática e justa inclui todos os setores da população, não admitindo a existência de distorções, diferenças ou dominação. Celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra é uma forma de levantar questões fundamentais a respeito da importância dos negros na construção da história do povo brasileiro. Para que uma mudança de pensamento aconteça, de fato, é preciso estimular o respeito pelas diferenças. (...)
Dentre as atividades socializadas na culminância do projeto foi possível conferir:  concurso de redação, construção de painel expositivo, recital, resultado das pesquisas desenvolvidas com as turmas sobre a temática em questão, gráficos e mapas da localização das comunidades quilombolas no Brasil, contextualização do tema, oficinas de dança e percussão, contribuições da civilização africana, a exemplo da culinária, uma análise genética acerca da melanina, confecção de cartazes e banner, ensaio fotográfico temático, vídeos, apresentação de canto em coral, etc.
Eu estive junto com o também nova-olindense, Márcio dos Santos, participando de uma roda de conversa no turno da manhã na escola Padre Luís Filgueiras. Na ocasião foi abordado questões referentes ao racismo, resistência e luta dos negros, juventude e perspectivas, o trabalho dos profissionais da educação em sala de aula dentro da temática.  
Agradeço aos que fazem a Escola Padre Luís Filgueiras e em especial a Profª Lucimar Macedo pelo convite para integrar parte das atividades do Projeto aCORde uma voz! Gratidão!”, Lucélia Muniz via redes sociais.
Produzir conhecimentos, bem como atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à pluralidade étnico-racial, tornando-os capazes de interagir objetivos comuns que garantam respeito aos direitos legais e valorização de identidade cultural brasileira, e ainda, promover reflexões acerca do reconhecimento da luta e resistência dos negros ao longo da história do Brasil. [grifos do projeto]

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