segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Oficina PARTICIPAÇÃO DA MULHER NA ÁREA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO por Lucélia Muniz

 
Lucélia Muniz* 11 de dezembro de 2017 – Ubuntu Notícias
*Professora e Blogueira

Na quarta-feira (06) tive a oportunidade de participar da II Feira das Profissões – II FERA (Finanças, Edificações, Redes de Computadores e Agronegócio) promovida na EEEP Wellington Belém de Figueiredo. A convite do Coordenador do Curso Técnico em Redes de Computadores – o Professor Claudio Luan Freire Façanha – tive a oportunidade de ministrar a oficina com o tema - PARTICIPAÇÃO DA MULHER NA ÁREA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO.

Quero compartilhar através desta matéria a importância da escola está trazendo temas tão pertinentes. Ora, tive que buscar informações e de acordo com muitas experiências as quais já vivenciei fui dando um norte a minha fala. Já sabia que as estatísticas não eram favoráveis em termos de mercado de trabalho, mas ainda assim, tomei um susto.

Conforme matéria do Blog Configr, o discernimento entre as escolhas de profissões já tem um começo logo na infância. A sociedade acaba impondo que existem escolhas para profissionalização para meninos e meninas. Há um tempo não muito distante as profissões do campo da humanas ou linguagens eram tipicamente femininas. Ou seja, pensar em algo, como se formar na área de exatas, era formação para homem. Praticamente não se encontraria uma mulher sendo professora de matemática, por exemplo.

“Desde cedo, as pessoas ‘aprendem’ que existem habilidades mais qualificadas como femininas e outras como masculinas, e isso se traduz na escolha profissional. As mulheres se concentram no mercado de trabalho e nas fileiras universitárias nas carreiras relativas às áreas do cuidado, como de educação, saúde e comunicação”. Bárbara Castro, doutorada em Sociologia especializada em relações e trabalho no setor de tecnologia

A associação da área tecnológica e de exatas como o universo masculino, processo histórico e socialmente construído, é reproduzida e incorporada pelos indivíduos nos processos de socialização escolar e familiar. Geralmente as mulheres começam a ter acesso à tecnologia da informação quando há um interesse próprio, busca para ter uma bagagem em que as podem levar a uma melhor vida profissional na área.

Apenas 20% do mercado de TI são ocupados por mulheres, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). São mais de 580 mil funcionários no meio e as mulheres representam um número muito inferior. O percentual mostra-se baixo e alguns ainda dizem que é por falta de interesse das mulheres.

A realidade é mais diferente do que o pensamento acima. Ainda existe, infelizmente, um enorme preconceito em cima do sexo feminino. Por ser uma área predominada por homens, muitas vezes as mulheres são vistas como incapacitadas ou sem condições de acompanhar os cursos da área de Tecnologia da Informação até o fim.

Até em grandes e reconhecidas empresas, o número em porcentagem, de participação feminina é sempre inferior:
Google — 30%;
Facebook — 31%;
Apple — 30%;
Twitter — 30%;
Yahoo! — 37%;
eBay — 42%;
Linkedin —39%.

Fazendo uma reflexão, no caso do Curso de Redes de Computadores da EEEP Wellington Belém de Figueiredo, penso ser inadmissível uma concedente (empresa que recebe o estagiário) não receber uma aluna por acreditar que a mesma é frágil demais para atuar ou ter seu conhecimento considerado inferior se comparada com um colega do sexo masculino. Se uma aluna recebe a mesma formação dada ao aluno, ambos estão em pé de igualdade. Concordam? Exemplificando!

Aí levanto outra questão relacionada ao desrespeito, como questões de assédio ou quando em muitas empresas a promoção vem vinculada ao envolvimento com o patrão. Nós mulheres, não somos objeto e devemos ser tratada com respeito!    

Voltando ao cenário brasileiro!
Parece que 2015, conforme a revista Exame.com foi o ano das blogueiras de moda/beleza no Brasil. As mesmas estiveram em destaque em programas de rádio, comerciais, nas TVs abertas e fechadas, eventos de moda e beleza, e claro, na própria internet. Elas proporcionam às suas leitoras diversão, cultura, dicas de maquiagens, dicas capilares, dicas de looks e levantaram a autoestima de um público cada dia maior. No Brasil 50,9% dos blogs são femininos e 49,1% são masculinos.

Vencendo obstáculos!
Precisamos ver mais mulheres graduando em cursos de tecnologia e termos mais profissionais capacitadas para o cargo de TI. Toda mulher que deseja entrar nessa área tem o seu potencial. E em como muitos cursos, é preciso estudar, ter força de vontade, aprender sobre tecnologias, dominar outros idiomas é um diferencial e muita determinação.

A porta está aberta para todas as mulheres.
E não pretendemos fechá-la!!!
“Lugar de Mulher é onde ela quiser!!!”

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