terça-feira, 19 de setembro de 2017

A resistência deve ser coletiva!

Diante desse quadro de retrocesso no qual o Brasil está imerso, é preciso posicionamento, é inevitável os questionamentos de que tudo caminha para a barbárie, para exclusão, para o adoecimento da sociedade.

Não sou psicóloga, mas é evidente que essas ações, pautadas em "diagnósticos" sem fundamento, pois não existe cura onde há ausência de doença, podem desencadear diversas problemáticas, como violência (de modo mais exacerbado), homicídios e suicídios.

Para quem ainda não assistiu o filme: Orações para Bob, eu super recomendo, ele retrata muito bem como um adolescente cercado de conflitos externos e internos, não por ser gay, mas, por toda a opressão, violência psicológica, física, que sofre por ser diferente
do que é moralmente aceito, o abandono de amigos, família, o sentimento de exclusão, de falta de pertencimento, pode desencadear doenças, a tomar decisões insensatas.

E, reitero que não é por ser gay, não é algo patológico, não se encontra neste fato a raiz do problema, o problema está na percepção de como é enxergado tudo que é diferente; negro, deficientes, gays e etc... Sou formada em Serviço Social e defendo o princípio contido no código de Ética da profissão, que reconhece a liberdade como valor ético central.

Portanto, onde há opressão, sofrimento, não há liberdade! Sendo assim, eu peço à você que mesmo não fazendo parte do segmento LGBTQ, tenha um pouco de empatia, e reflita que a repressão, a violência, não é o caminho, que se trata de cidadãos que devem gozar dos mesmos direitos que os demais. A resistência deve ser coletiva.

Novolindense graduada em Serviço Social

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