quinta-feira, 26 de março de 2015

Mulheres que inspiram – Heloísa Bitú Ferraz

A décima sexta homenageada da Série Mulheres que inspiram é Heloísa Bitú Ferraz.
Heloísa Bitú Ferraz
Pós- Graduada em Biologia e Química pela URCA;
EEM Santa Tereza – Altaneira/CE.

ENTREVISTA
Lucélia Muniz - Dentro do contexto atual, na sua opinião, quais as principais conquistas alcançadas pelas mulheres?
Heloísa Bitú - Estamos sempre acompanhando pelos tele-jornais, revistas ou internet os avanços que as mulheres têm alcançado durante a última década. É certo, que essas conquistas nunca são ou foram fáceis. Somos guerreiras no sentido mais amplo da palavra. Tripla jornada de trabalho e ainda sofrendo pela tão sonhada igualdade profissional e financeira! Enquanto aqui no Ocidente, nos deparamos com mulheres que possuem mais autonomia de ir e vir, mais determinadas nas buscas pelos seus direitos, acompanhamos, “esbabaçados” a violência doméstica oriental e a submissão feminina nos diversos segmentos. Incalculáveis ainda sonham com uma carreira promissora além dos muros residenciais... e isso tristemente continua causando espanto social.

Lucélia Muniz - E você, qual sua principal conquista enquanto mulher?
Heloísa Bitú - Pessoalmente, continuo tentando quebrar a velha e ultrapassada barreira de que as mulheres não podem isso ou aquilo pela as diferenças de gênero. Infelizmente e dificilmente, se aceita mulheres praticando esportes, alcançando altos cargos de carreira em empresas, realizando pesquisas científicas das mais diversas, enfim... esse tipo de coisa!

Lucélia Muniz - Em pleno século XXI, quais situações ainda são enfrentadas pelas mulheres? Seja na questão de gênero, na falta de políticas públicas e/ou no contexto socioeconômico.
Heloísa Bitú - Ano passado, na escola em que trabalho, levantamos a polêmica do aborto clandestino no Brasil. É de assustar os altos índices de mortes de mulheres por esta prática. E a discussão remete-nos muito à falta de políticas públicas mais concretas no planejamento familiar, no combate à violência sexual e na defesa da mulher como um ser humano falho e submetido à erros nas mais diversas influências sociais. Propomos a elaboração das diversas prerrogativas de aborto à crime de justiça, pelas mais inusitadas situações de pressão psicológica ou social que uma jovem com gravidez indesejada pode sofrer! E foi muito bacana o envolvimento de forma geral. Não dá pra continuar assistindo mulheres sendo mutiladas no Brasil por falta de políticas públicas!

Lucélia Muniz - E como a Educação pode ser usada como uma “arma” no combate a estas situações?
Heloísa Bitú - Exatamente orientando... buscando propostas de discussão, auxílio nos diversos segmentos sociais.

Lucélia Muniz - Deixe-nos uma mensagem neste Dia Internacional da Mulher.
Heloísa Bitú - Vivam mais... se empenhem mais, lutem pela oportunidade de ter mais segurança e reconhecimento social porque somos nós que temos o valioso dom de fazer educar nos primeiros momentos de vida de um ser humano!

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