quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Doutorando em Microbiologia Médica, o nova-olindense Vandbergue Santos Pereira, consegue registro de patente de uma nova ferramenta computacional para investigação de fármacos sobre os biofilmes de fungos e bactérias

Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 12 de agosto de 2020

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Vamos conhecer o jovem nova-olindense, Vandbergue Santos Pereira, Doutorando em Microbiologia Médica, a começar pela sua formação. Estudante por natureza, começou seus estudos em nível superior no curso de Biomedicina na Faculdade Leão Sampaio em Juazeiro do Norte, em 2012.

Embora tenha como foco as análises clínicas, a Biomedicina o conquistou desde o primeiro semestre pela atuação na pesquisa científica. “Durante os anos dessa graduação me dediquei a diferentes projetos de pesquisa na área da saúde, particularmente com foco no estudo de infecções causadas por fungos e bactérias”, destaca Vandbergue.

Em 2015, no último ano da graduação em Biomedicina, abraçou um novo desafio, conciliar a finalização do curso com o início de uma segunda graduação, dessa vez em Farmácia na Estácio de Juazeiro do Norte.

Finalizado o curso de Biomedicina em dezembro de 2015, passou em janeiro de 2016 na seleção para o Mestrado em Microbiologia Médica na Universidade Federal do Ceará e foi residir na capital Fortaleza. “Aqui segui em paralelo com o mestrado na UFC e a graduação em Farmácia, agora na Faculdade Maurício de Nassau. No mestrado segui atuando em pesquisas com microrganismos patogênicos, resistências a antimicrobianos e reposicionamento de fármacos com potencial antimicrobiano”, destaca Vandbergue.

Para causar uma infecção os microrganismos possuem diversas estratégias, dentre elas a formação de biofilmes, que funcionam como comunidades de células daquele microrganismo vivendo em conjunto de forma ordenada. Essa formação de biofilmes, no homem ou em dispositivos médicos é um dos motivos pelos quais temos casos de resistência, quando um antimicrobiano deixa de funcionar. Quando os microrganismos formam esses biofilmes, eles conseguem tolerar até mil vezes a dose de antimicrobiano que normalmente conseguiria eliminá-lo.

Após 2 anos de estudos no Mestrado, e já com a graduação de Farmácia também concluída, ingressa em 2018 no Doutorado em Microbiologia Médica da UFC, seguindo as mesmas linhas de pesquisa do Mestrado.

“Ainda no mestrado sempre reparei as limitações de técnicas para estudar os biofilmes e o efeito de antimicrobianos sobre essas estruturas e por isso resolvi me desafiar durante o doutorado. Esse novo desafio passou a ser o desenvolvimento de uma nova ferramenta computacional que auxiliasse os pesquisadores e estudos de investigação de fármacos sobre os biofilmes de fungos e bactérias”, ressalta.

Vandbergue Santos Pereira trabalhou de 2018 a 2020 no desenvolvimento desse novo programa de computador que foi desenhado para que de forma simples e didática pudesse analisar imagens microscópicas e quantificar o efeito de um fármaco sobre um biofilme, ou de forma mais simples, quantificar a capacidade de um fármaco em eliminar os biofilmes, que são uma forma de resistência dos microrganismos.

Esses dados são de grande importância nos estudos de novos antimicrobianos e escolha de opções ideias para o tratamento das diferentes doenças causadas por estes patógenos.

Depois de muitos testes esse sistema foi enviado, em 2020, para o INPI, um instituto nacional de registro de patentes e programas de computadores, onde passou por avaliação dos técnicos dessa renomada instituição e foi aprovado para registro. O registro da patente atesta que o sistema é uma inovação tecno-científica e garante os direitos autorais sobre a ferramenta.

“E isso tudo só foi possível graças ao apoio das instituições de pesquisa e formação acadêmica no Brasil, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Tudo isso é mais um exemplo da grande importância do investimento em Pesquisas e Educação no País”, ressaltou Vandbergue.

Durantes esses anos de formação, Vandbergue Santos Pereira, teve a oportunidade de atuar em diversos estudos que lhe renderam a publicação de 3 artigos científicos em revistas nacionais e 25 em revistas internacionais, em parceria com diferentes pesquisadores no país.

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