domingo, 11 de agosto de 2019

Desespero de um papagaio pela triste realidade que está passando a natureza Por Mateus Poeta | CORDEL

Lucélia Muniz
Ubuntu Notícias, 11 de agosto de 2019
Por Poeta Mateus
Jaguaruana-CE
Contato (88) 9 9255 9736
E-mail - mateuspoetadosaojose@gmail.com

Quero descrever um acontecido,
Chamo toda a sua atenção
Leia cada verso bem atento,
Dessa triste realidade e situação.
O desespero de um papagaio
Falando em um seco gaio,
"Estão destruído nosso pulmão".

Depois de uma noite silenciosa
O galo cantava, amanhecia o dia.
No cercado "trinca mais não quebra"
Estava tirando o leite da vacaria,
Em um cajueiro seco no lado
Me arrupiei Fiquei  assustado,
Quando observei o papagaio que havia.

Continuei sentado no meu banco
Ave ficou olhando em minha direção,
Quando escutei olha aqui moço:
Peço um pouco da sua atenção,
Escute bem o que vou te falar
Nossa floresta vai se acabar,
por tanta queimada e destruição.

Cada dia que passa
A causa está aumentando,
O homem só pode está cego
não ver o  mal  que está nos causando.
Cada árvore que é derrubada,
Uma veia da terra que é cortada
E o mundo está se acabando.

Parece que não tem sentimentos
Pelas as aves e os animais,
Não pensam em nossas vidas
A ganância cada dia aumenta mais,
O orgulho império pelo o dinheiro
Estão destruindo nossa casa e terreiro,
Qual mal que nós e a floresta faz.

Além da violência na cidade
Tão trazendo a nós essa tristeza,
Matando nosso território
Nossa mata mãe indefesa,
Arma deles a serra elétrica
Devasta em quilométrica,
Vermos a morte da natureza.

Todo esse desmatamento
Tá causando grande "consequência"
Animais estão desaparecendo,
Sem ter espírito de vivência
Outros estão indo embora.
Voando de mundo a fora,
Cantado socorro com urgência.

Nossa comida está no fim,
Nossa água se evaporando
O calor tira nossas forças,
Com o sol quente nos castigando
Com uma grande ameaça,
Além do fogo a fumaça
Quando as árvores estão queimando.

Milhões de árvores estão mortas,
No corte outras na Queimada
Quilômetros já foram destruída,
Eles não têm hora marcada
A parte que ainda não foi atingida,
Está nos últimos dias de vida
Por nós ninguém faz nada.

A fauna e a flora
Nada vai poder escapar.
Amazônica será um deserto,
Só as lembranças vai ficar.
O maior território do Brasil
Está por um fino Pavil,
E o fim de todos vai chegar.

O homem possa ter caridade,
Na sua mente possa ver mudança
Atitudes será fundamental,
Para minimizar essa matança
Que a futura geração,
Precisará deste "pulmão"
Para terem vidas e esperança.

Eu fiquei sem palavras,
Em que o papagaio me falou
Me levantei do banco sem ação,
Do cajueiro ele voou...
Na poesia de cordel.
Passei tudo para o papel,
Este acontecido que comigo passou.

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LUCÉLIA MUNIZ FRANÇA
Blogueira, Professora e Microempresária. Membro da Academia de Letras do Brasil/Seccional Araripe-CE, Cadeira nº 35 que tem como Patrona a Professora e Artesã - Maria Constância da França Muniz. Bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Regional do Cariri-URCA com habilitação em Matemática. Especialista em Matemática e Física pela Faculdade de Juazeiro do Norte-FJN.