segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Resistência sertaneja

Enquanto o sol castiga o solo rachado e seco,
Há quem diga que no meu Sertão
Não há vida.

Porém, mesmo quando as folhas caem
E só de espinhos parece a vida,
Eis que nas raízes das plantas
Há água acumulada,
Há vida!

Pois no meu sertão até mesmo as plantas
Encontram resistência pra vida!

E dos calos das mãos calejadas,
Mesmo sobre o sol causticante,
No puxar da enxada na lavoura,
Vive o homem lutando!

E desta rotineira labuta,
Mesmo quando não se escuta,
Os passarinhos cantando,
É que a vida surge
Sobre o solo brotando!

E a bênção vem em forma de chuva,
As lágrimas que do céu caem,
Para lavar nosso solo,
E mostrar que mesmo do pó,
Todo sertanejo renasce!

Lucélia Muniz da França

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