Jornalista
Lucélia Muniz
Ubuntu
Notícias, 10 de maio de 2026
@luceliamuniz_09 @ubuntunoticias @paula.belisario
Mãe querida, Fátima Cordeiro e minha avó Rosalina,
Entre o Ceará e o Tocantins existe um fio invisível que nos une: o fio da saudade. Ele atravessa estradas, rios e serras, e chega até o meu coração sempre que penso em você.
Mesmo longe, sinto o seu cheiro — aquele perfume único de mãe que nunca se esquece. E junto dele, o cheiro do café fresco, que sempre me lembra dos domingos na casa de vó Rosalina, onde tudo se tornava mais leve e acolhedor.
Você é como uma árvore frondosa que, mesmo plantada em solo árido, deu sombra e frutos para 12 filhos. Com raízes firmes na fé e nos valores, conseguiu fazer florescer 09 deles em diplomas e conquistas — prova viva de que sua força é maior que qualquer dificuldade.
Seus olhos chorosos são rios de ternura, e cada lágrima que cai é como uma oração silenciosa que nos protege. Seu abraço é o remédio que cura, sua voz é o canto que embala, sua presença é o lar que nunca se perde, mesmo quando a distância insiste em separar.
Tudo que sou é porque tenho você como inspiração. E agora, ao ensinar meu filho João sobre o que é o amor, sempre falo do seu amor — para que ele cresça entendendo que amar é cuidar, é chorar junto, é acreditar mesmo quando tudo parece difícil. Quero que ele aprenda a amar tanto quanto eu amo você.
Nós fomos humildes, mas nunca nos faltou riqueza: a riqueza do seu amor, da sua coragem e da sua esperança. Você transformou escassez em abundância, dor em aprendizado, e saudade em lembrança doce.
Mamãe, você é poesia viva. É o livro que nunca se fecha, é a estrela que nunca se apaga. Que esta carta chegue até você como um vento suave, trazendo meu abraço apertado e minha gratidão eterna.
Com amor e saudade,
Sua filha,
Paula Belisário

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