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10/03/2026

“O caminho do adeus na terra da dor” é selecionado para a coleção Conto rural | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 10 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

O conto O caminho do adeus na terra da dor foi aceito para a coleção de Conto rural do Grupo Editorial Letras Negras. Obteve uma pontuação de 9/10 e, nas palavras do júri - o conto apresenta uma narrativa sensível e bem construída, com uma ambientação que contribui para envolver o leitor na história desde o início.  O texto trabalha com elementos de dor, memória e resistência, criando uma história que mistura realidade e dimensão espiritual. Trata-se de um conto que evidencia cuidado na construção narrativa e capacidade de provocar reflexão no leitor.

Convido os(as) professores(as) a trabalharem este conto em sala de aula. Penso que seja possível a partir das turmas do 9º ano do Ensino Fundamental. Tenho o conto mais 20 questões elaboradoras no Google Formulários, onde os estudantes podem fazer a leitura deste e em seguida verificar seus conhecimentos por meio do referido formulário já conferindo a correção automaticamente.

O conto é ambientado com base na ‘Seca de 1915’ um dos eventos climáticos mais devastadores do Nordeste brasileiro, especialmente no Ceará, provocando fome extrema e milhares de mortes. Houve uma altíssima mortalidade por fome e doenças (como a varíola e a cólera) devido às condições precárias nos campos. Estima-se que, junto com a migração forçada, a seca dizimou grande parte da população sertaneja.  A obra O Quinze (1930) de Rachel de Queiroz é o principal registro literário, narrando a dura realidade dos retirantes.

Para criar a protagonista da história me inspirei na minha avó materna, a Senhora Ana Rosa de Lima (1903-1985). Ela vivenciou este evento climático aos 12 anos de idade. Quando casou ficou viúva jovem e vestiu-se de preto em sinal de luto até seu último dia de vida. O nome dos personagens do conto são uma homenagem aos meus avós maternos e aos meus pais – Antonio, Maria, João e Ana.

Ao longo do conto também me utilizo da espiritualidade para simbolizar a dor e a resistência, fazendo usos de elementos das histórias que ouvi quando criança, tais como figuras fantasmagóricas, pessoas sepultadas à beira da estrada e condições de acesso a água e comida, essenciais à sobrevivência.

Vale salientar que a revisão do conto foi feita por três professores de Língua Portuguesa: a Professora Samara Macedo, o Professor Antonio José e a Professora Hericka Santos, a quem deixo os meus agradecimentos, carinho e admiração!

Espero que gostem! Se forem trabalhar em sala de aula, entra em contato comigo e envia um relato da experiência junto com fotografias, turma e escola. Será uma alegria compartilhar aqui no Ubuntu Notícias o resultado da sua experiência.

Para acessar o material e trabalhar de forma didática em sala de aula clique AQUI.

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