terça-feira, 8 de agosto de 2017

Minhas considerações acerca do Filme – O Filho Eterno

O filme brasileiro – O Filho Eterno – do Diretor Paulo Machline retrata a relação dos pais diante do nascimento do filho com Síndrome de Down. A expectativa do primeiro filho e junto com a alegria do nascimento da criança a reação dos pais diante do diagnóstico de uma criança Down.

O contexto do filme se dá na década de 80, onde as crianças diagnosticadas com Down, eram denominadas de mongoloides, um termo carregado de preconceito.  A mãe, uma jornalista, é retratada como a pessoa que encara a situação no enfrentamento de cada dificuldade vendo a superação pelo amor materno dedicado a educação da criança.

O pai, escritor, por sua vez decepciona-se diante do diagnóstico da criança e chega a torcer para que a mesma morra. Da convivência retratada no filme é possível perceber a relação de afeto da criança e a mãe e o distanciamento do pai que declara não conseguir amar o próprio filho.

Desse distanciamento, o pai também passa a abandonar o casamento mantendo uma relação extraconjugal e encarando as limitações do filho com vergonha. O mesmo em determinada situação chega a negar que a criança seja seu filho.

O ápice do filme se dá no momento em que mãe e pai diante de uma discussão expõem como lidam com as limitações do filho. A mãe ressalta como passou a amar cada vez o mais o filho ao silenciar o pai que não consegue amá-lo.

A ideia de perder para aprender a valorizar vem à tona na cena em que por um ato de distração sob os cuidados do pai, a criança desaparece. Diante do desespero ao tentar encontrá-lo e da angústia causada pela sensação de perdê-lo, o pai, começa a perceber o quanto ama o filho.

Percebe-se ao final do filme, o divórcio dos pais da criança, a guarda compartilhada onde os mesmos passam a conviver com a criança ainda que estando separados.

E a redenção se dá com a atenção do pai dedicada ao filho e diante de uma final de Copa do Mundo a comemoração dos dois lado-a-lado mostrando o desfazer-se de qualquer indiferença. O filho que vê o jogo da seleção brasileira junto ao pai comemorando gol a gol, mostrando uma relação afetiva de pai e filho.

Cada criança carrega em si suas limitações, o amor de fato é o melhor remédio para educá-las, só assim iremos prepará-las para lidar com os obstáculos do mundo.

Uma criança com Down pode e deve socializar-se e nós podemos fazer a diferença na vida dessas crianças! 

Lucélia Muniz da França
REVISÃO DO TEXTO - *Professora Francisvania Constantino Gonçalves 
(*Graduação em Letras/Especialização em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira e Africana)

Trailer do Filme

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