quarta-feira, 21 de abril de 2010

O humano como expressão da consciência crítica da vida SOMOS ETERNOS APRENDIZES


É chegado a hora! A vida nos envolve como se num gole adocicado de um manjá divino. Temos muito a percorrer, a caminhada é longa, mas não podemos esperar pelo amanhã. Chega de alegar as amarras do nosso passado, basta de colocar a culpa no sistema e entregar-se ao controle da corrupção política e moral. Já rompemos as correntes físicas da escravidão, porém continuamos presos as correntes do ser interior – de uma ideologia nociva a nosso crescimento espiritual e de nossa formação humana. O que fizeram com a nossa capacidade de enxergar o mundo, de perceber a importância de nossos irmãos? Será que voltamos a viver em um mundo como o descrito na alegoria da “Caverna” - comentado por Platão? Como então falar do que restou de todas as Revoluções realizadas por tantos operários, mundo afora? Ah ... vamos esquecer então? Enterrar no mais profundo de nosso interior, onde ninguém possa perceber ou que nem nós mesmos possamos sentir? Afinal, sentir o que – perceber o que? Sentir que antes de tudo, somos seres humanos e que temos a capacidade de começar a pensar um mundo melhor para vivermos! Sonhar, idealizar, projetar e executar ações que iniciem um “novo momento histórico”! Não um momento fugaz, mas um momento único, transcendental ... construído com base no que somos e no que temos a construir agora! I have a Dream – a quanto tempo Martin Luther King, disse tal frase, mas a força de suas palavras inspiram e traduzem muitos “movimentos” até hoje. Que possamos então sonhar o nosso próprio SONHO – assim como Martin Luther King sonhou uma nação mais justa e igualitária para todos .... que possamos pensar a PAZ para o mundo como Mahatma Gandhi, pensou ... que possamos ROMPER com o que nos destrói a cada dia e ainda ousa permanecer atormentando a vida de muitas gerações! Somos VIDA, somos CONSCIÊNCIA CRÍTICA da voz de um povo que clama por Justiça, Paz, Amor, Solidariedade, Respeito, Liberdade, União, Prosperidade! No fim do túnel, não existe o caos, mas a possibilidade de nos reerguermos – como a “Fênix” da tradição egípcia. Basta de ações que suscitam a chamada “Escravidão Moderna”, de pessoas que nos tratam como objetos, descartáveis, máquinas ... - Mal feitores, nem sabem de nosso potencial ... pois temos muita capacidade: criativa, humana, existencial ... - E eles? Parecem que foram despejados da “caixa de Pandora”! Isso pode até parece uma súbita explosão de idéias, simplesmente idéias ... engano!.... estou escrevendo o que sinto baseado no pouco que li, mas nessas palavras tenho muito a expressar, ainda que talvez não se encontre nestas linhas grandes citações ou nomes de grandes personalidades históricas ... Também quem realmente foi ou é uma grande personalidade histórica? É! Acho que encontrei uma grande arca, uma espécie de “Arca da Aliança” como a dos hebreus! Sabe quem são meus heróis? A maioria já morreu... e tem muitos ameaçados de morte mundo afora, mas eles não desistem! São os operários, são as pessoas do Movimento Social, são as pessoas conscientemente politizadas, armadas pelo desejo e anseio de mudança política, econômica e social. Portanto, a necessidade de nossa formação humana deve ser contínua, precisamos nos saciar na “Fonte da Sabedoria,” caminhar buscando um conhecimento que consiga ilustrar a importância do que somos e de onde vivemos. Que sejamos então eternos aprendizes! E, se precisarmos de uma essência divina, inspiração para encontrarmos força, motivação, ânimo diante da vida, faremos então um chamado as nossas raízes, nosso povo, nossos troncos raciais – que toquem os tambores da África, que a alegria da dança dos rituais de nossos nativos indígenas nos contagie. Assim, não nos vestiremos de uma identidade individualista pautada e voltada apenas para o nosso próprio “eu”, mas nos revestiremos de algo bem maior, da “força coletiva” enraizada numa única imagem, nossa nação. Uma nação expressa por seu povo, representada como um todo, por todas as pessoas que a constituem ... sem diferenças, sem discriminação, respeitando a diversidade cultural intrínseca a cada povo. E assim, como numa marcha que clama numa única VOZ e entoa cantos que se fazem ouvir em todo mundo – gritaremos por JUSTIÇA! Psiu... psiu ... você consegue ouvi-los? Eles estão lá fora! Mas, você está tão ocupado, sua vida já é tão corrida que falta tempo para olhar a sua volta! É, eu entendo! E o pior, é que essa escuridão implantada neste mundo, onde vivem tantas pessoas, as tornam cegas, inválidas, insensíveis! “(...) Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias da minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias”. Assim diz o trecho do Salmo – Deus, pastor dos homens – então, que Deus nos proteja e ilumine: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”.

Lucélia Muniz da França.

Nova Olinda, 02 de setembro de 2007.



2 comentários:

  1. Olá cara Lucélia, adorei sua visita e ao retribuí-la fiquei impressionado com seu blog, quanto coisa interessante, parabéns.

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  2. Obrigada Valdeny!!! Também considero seu Blog muito interessante!!!

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